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Dólar cai mais de 1%, a R$ 5,05, e Ibovespa sobe pelo terceiro dia 

Nas últimas três sessões, a moeda acumulou queda de 2,18%; já o índice de referência do mercado acionário brasileiro subiu 1,37%

Economia|Do R7

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O dólar à vista fechou o dia a R$ 5,0562 na venda
O dólar à vista fechou o dia a R$ 5,0562 na venda

O dólar à vista fechou em queda firme pelo terceiro dia consecutivo no Brasil, superior a 1%, novamente sob a influência do exterior, onde a moeda americana caía ante boa parte das demais divisas, depois que comentários de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) elevaram a percepção de que os juros podem não subir mais nos EUA.

O dólar à vista fechou o dia cotado a R$ 5,0562 na venda, em baixa de 1,47%. Foi o maior recuo em um único dia desde 23 de agosto deste ano, quando a divisa dos EUA cedeu 1,63%. Nas últimas três sessões, a moeda acumulou queda de 2,18%.


Já o Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, beneficiado pela queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, com investidores enxergando em declarações de autoridades do Fed a possibilidade de que o ciclo de alta de juros nos Estados Unidos tenha terminado.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,37%, indo a 116.736,95 pontos, na terceira alta seguida. Na máxima do dia, chegou a 116.899,51. Na mínima, a 115.157,9 pontos. O volume financeiro somou R$ 20,1 bilhões.


Movimento

O dólar recuou praticamente durante todo o dia, dando continuidade a um movimento iniciado na tarde desta segunda-feira (9), após declarações "dovish" (brandas com a inflação) de autoridades do Federal Reserve.

Na ocasião, o vice-chair do Fed, Philip Jefferson, afirmou que os EUA passam por um “período delicado de gestão de risco, em que temos de equilibrar o risco de não termos apertado (a política monetária) o suficiente com o risco de a política ser muito restritiva".


Também na véspera, a presidente do Fed de Dallas, Lorie Logan, disse que os retornos mais altos exigidos pelos investidores para manter a dívida de longo prazo do governo dos EUA poderiam compensar a necessidade de novos aumentos na taxa de juros pelo banco central americano.

Na segunda, esses comentários já haviam compensado a pressão de alta para o dólar ante as demais divisas vinda da busca dos investidores pela proteção da moeda dos EUA após o início do conflito entre Israel e Hamas, no fim de semana. Nesta terça-feira, o movimento continuou.


“Já imaginávamos que o efeito da guerra [no Oriente Médio] seria muito limitado no câmbio. O que vemos é um desmonte grande de posições compradas [no sentido de alta para o dólar] após o payroll alto”, comentou Fernando Bergallo, diretor da assessoria de câmbio FB Capital, em referência ao último relatório de emprego nos EUA.

“Este desmonte está sendo feito por conta da fala de dirigentes do Fed, indicando que haverá manutenção da taxa de juros no médio prazo”, acrescentou.

Uma taxa de juros não tão elevada nos EUA significa, em tese, um dólar mais fraco ante as demais divisas, daí o viés de baixa para a moeda americana nesta terça-feira. A curva de juros americana também cedeu, com reflexos sobre os DIs no Brasil.

O presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, reforçou a percepção de taxas não tão elevadas ao dizer, nesta terça, que o banco central dos EUA não precisa aumentar ainda mais os juros e que não vê nenhuma recessão à frente.

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