Dólar cai mais de 1%, mas fecha o mês acima dos R$ 4
Apesar da baixa registrada nesta sexta, a moeda vai encerrar janeiro com valorização de 1,93%
Economia|Do R7

O dólar fechou em queda de mais de 1% em relação ao real nesta sexta-feira (29) diante de um quadro global favorável mas ainda marcou o terceiro mês consecutivo de alta, tendência que operadores esperem que continue em meio a incertezas locais e globais.
O dólar recuou 1,37%, a R$ 4,0243 na venda. A moeda norte-americana caiu 2,1% na semana, mas acumulou alta de 1,93% no mês, ampliando o fortalecimento dos últimos três meses a 4,18%.
"Tivemos muitas entradas de recursos hoje, mas não espero que o dólar sustente a queda. Patamares abaixo de R$ 4 devem atrair compra", disse o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.
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O dólar atingiu R$ 3,9940 na mínima desta sessão, mas logo reduziu as perdas e voltou acima dos 4 reais.
Nos mercados externos, moedas emergentes reagiram positivamente à surpreendente decisão do banco central japonês de adotar juros negativos. A medida reduz o custo de operações conhecidas como "carry trade", quando operadores captam recursos no exterior e os reinvestem em ativos que pagam juros altos.
Também ajudou o humor o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos no quarto trimestre, que confirmou uma desaceleração abrupta na maior economia do mundo. O dado deu força à percepção de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, pode demorar mais tempo que o esperado para voltar a elevar os juros.
Mesmo assim, operadores continuam apreensivos com o cenário local e esperam que a moeda norte-americana volte a subir em breve, especialmente após a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) alimentar apostas de que os juros básicos podem não subir neste ano. A moeda norte-americana chegou a subir nesta manhã, atingindo R$ 4,0965 na máxima da sessão.
O J.P.Morgan elevou sua previsão para o câmbio e passou a estimar que o dólar atingirá R$ 4,70 no fim de 2016, argumentando que a manutenção da Selic levou à desancoragem das expectativas de inflação.]
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As medidas de estímulo ao crédito anunciadas na véspera somando R$ 83 bilhões também eram motivo de cautela. O anúncio vem em um momento de inflação de dois dígitos apesar da profunda recessão econômica.
A consultoria de risco político Eurasia Group apontou que o anúncio mostra alguma incoerência, sugerindo que "a política econômica será cada vez mais errática conforme a presidente tenta equilibrar a necessidade de aplacar a base aliada. [...] e a necessidade de ajuste fiscal", escreveram em relatório.
Analistas do BBVA salientaram que, embora a medida não tenha impacto fiscal imediato, pode afetar os resultados dos bancos públicos no futuro e, consequentemente, as contas públicas.
O BC brasileiro realizou nesta sessão leilão de linha de até US$ 1,8 bilhão. A operação teve como fim a rolagem de contratos que vencem em fevereiro, segundo a assessoria do BC.















