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Dólar cai, mas termina semana com alta de 3%; Ibovespa fecha em queda

O dólar fechou o dia cotado a R$ 4,8748, com baixa de 0,51; a bolsa caiu 0,89 %, a 119.507,68 pontos, mantendo o viés de baixa

Economia|Do R7

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O dólar à vista fechou o dia cotado a R$ 4,8748
O dólar à vista fechou o dia cotado a R$ 4,8748

Após três dias de alta, o dólar à vista fechou a sexta-feira (4) em baixa ante o real, com as cotações sendo conduzidas pelo exterior, onde dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos elevaram as apostas de que o Federal Reserve pode não subir mais os juros em 2023.

O dólar à vista fechou o dia cotado a R$ 4,8748 na venda, com baixa de 0,51%. Apesar do movimento desta sexta-feira, a moeda norte-americana fechou a semana com alta de 3,03%.


O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, em meio a uma série de balanços corporativos, com Bradesco e Petrobras entre as maiores quedas, após números mais fracos no segundo trimestre, enquanto Lojas Renner saltou quase 6% diante de expectativas melhores para o segundo semestre.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,89 %, a 119.507,68 pontos, mantendo o viés de baixa que marcou os primeiros pregões de agosto. Na semana, contabilizou um decréscimo de 0,57%. O volume financeiro somou R$ 30,3 bilhões.


Movimento da moeda norte-americana

Pela manhã, a moeda norte-americana à vista chegou a subir ante o real, dando continuidade ao movimento da véspera. Na máxima da sessão, às 9h01, o dólar à vista foi cotado a R$ 4,9206 (+0,43%).

A divulgação de novos dados de emprego nos EUA, às 9h30, mudou o cenário. O Departamento do Trabalho informou que a economia americana gerou 187 mil postos de trabalho em julho, abaixo dos 200 mil postos projetados por economistas ouvidos na pesquisa Reuters. O setor privado gerou 172 mil vagas, ante 179 mil esperadas, enquanto o setor público abriu 15 mil novos postos.


Apesar de os dados mostrarem ganhos salariais fortes, o resultado reforçou as dúvidas sobre a necessidade de mais uma elevação de juros pelo Federal Reserve neste ano.

Em reação, o dólar à vista migrou para o terreno negativo, em sintonia com a perda de força da moeda norte-americana ante divisas fortes e moedas de emergentes no exterior.


No Brasil, o movimento de baixa da divisa foi intensificado pelo fato de, na véspera, o dólar ter subido quase 2%, influenciado pela decisão de política monetária do Banco Central na quarta-feira, que cortou a taxa básica Selic em 0,50 ponto percentual, para 13,25% ao ano. Na mínima do dia, às 12h07, o dólar foi cotado a R$ 4,8455 (-1,11%).

“O movimento no câmbio é exacerbado por conta da forte desvalorização que o real teve ao longo da semana. Então, isso abriu espaço para uma realização de lucros hoje, sexta-feira, com forte valorização do real”, comentou Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho.

No exterior, no fim da tarde, o dólar seguia em queda ante divisas fortes e em relação a moedas de emergentes ou exportadores de commodities.

Para José Faria Júnior, diretor da consultoria Wagner Investimentos, o índice do dólar vai cair de fato “quando o mercado entender que o Fed parou mesmo de subir os juros”. Nesse caso, segundo ele, o dólar vai experimentar novas mínimas ante o real.

“Mas obviamente estamos em um processo de corte de juros no Brasil, em que a Selic estará, a princípio, em 11,75% no fim do ano. E o Fed ainda pode subir mais seus juros. Logo, pode surgir algum incômodo para o dólar cair mais”, avaliou.

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