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Dólar cai no dia, mas interrompe sequência de três quedas mensais e vale R$ 3,13

Moeda norte-americana saltou 0,57% na semana e fechou março com ganho de 0,73%

Economia|Do R7

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No primeiro trimestre, o dólar acumulou queda de 3,65%
No primeiro trimestre, o dólar acumulou queda de 3,65%

O dólar fechou a sexta-feira (31) em baixa, num movimento de correção após ter encostado em R$ 3,18 no dia, mas encerrou março com alta acumulada, interrompendo três meses consecutivos de perdas.

Na sessão,o dólar recuou 0,41%, a R$ 3,1311 na venda, depois de marcar a máxima de R$ 3,1792 no dia. O dólar futuro tinha queda de 0,6% no final da tarde.


Na semana, a moeda norte-americana acumulou alta de 0,73% e fechou março com valorização de 0,57%. Foi a primeira alta mensal desde o ganho de 6,18% em novembro de 2016. No primeiro trimestre, no entanto, o dólar acumulou queda de 3,65% frente ao real.

"O pregão hoje foi bastante técnico, com volume forte e muito focado na formação da Ptax", afirmou o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva.


Durante a manhã, os investidores que defendiam uma Ptax mais alta compraram moeda norte-americana e a levaram a superar 1% de ganhos. A trajetória se inverteu após a tomada de preços para a taxa, no começo da tarde. A Ptax uma taxa do BC utilizada em diversos contratos cambiais.

Segundo operadores, o leilão de venda de dólares com compromisso de recompra feito pelo Banco Central evitou maiores baixas do dólar nesta sessão. Dos até US$ 2 bilhões ofertados, o BC vendeu efetivamente apenas US$ 550 milhões para rolagem de parte dos US$ 4,4 bilhões vencem em abril.


"Além disso, o BC também vai deixar vencer boa parte do swap cambial, e tudo isso conteve o movimento de queda, juntamente com a cautela para os dados norte-americanos da próxima semana", emendou Silva, referindo-se aos swaps tradicionais — equivalentes à venda futura de dólares  de abril, que o BC rolou cerca da metade. Em maio, vencem cerca de US$ 6,4 bilhões.

Para abril, o mercado trabalha com volatilidade um pouco maior no mercado de câmbio, à medida que vai chegando mais perto a votação da reforma da Previdência no Congresso Nacional.

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