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Dólar cai pela terceira vez seguida e vai a R$ 3,26

Recuo de 0,21% da moeda norte-americana foi guiado por apostas de vitória de Temer no TSE

Economia|Do R7

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Dólar variou entre R$ 3,26 e R$ 3,29 na sessão
Dólar variou entre R$ 3,26 e R$ 3,29 na sessão

A percepção de que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pode não cassar o presidente Michel Temer fez o dólar inverter a trajetória de alta e fechar a quinta-feira (8) em queda ante o real, pelo terceiro pregão seguido, já que esse cenário pode dar fôlego às reformas em andamento no Congresso Nacional.

O dólar recuou 0,21%, a R$ 3,2652 na venda, acumulando queda de 0,7% em três sessões. Na máxima do dia, a moeda norte-americana atingiu R$ 3,29 e, na mínima, R$ 3,2622. O dólar futuro tinha leve baixa de 0,17% no final da tarde.


"Nesse momento, o mercado está acreditando que Temer fica no cargo. Ele ganharia fôlego que pode resultar em apoio para aprovar as reformas", disse o diretor da mesa de câmbio da corretora MultiMoney, Durval Correa, referindo-se às reformas trabalhista e da Previdência.

À tarde, os ministros do TSE decidiram excluir quaisquer provas produzidas durante a instrução do processo referentes à Odebrecht, inclusive o depoimento de seus executivos, e aos marqueteiros João Santana e Mônica Moura.


Dessa forma, a tendência da corte é absolver Temer, que poderia ter o mandato cassado, e Dilma, que está sob o risco de ser proibida de concorrer a cargos eletivos.

O mercado financeiro vinha apostando no cenário de queda de Temer, mas começaram a aparecer algumas avaliações de que o presidente pode concluir o seu mandato, até o fim de 2018. Entretanto, a cautela ainda prevalecia, sempre por conta de temores com o andamento da reforma da Previdência.


O cenário externo também manteve o mercado doméstico em alerta nesta chamada "Quinta-feira da Tripla Ameaça", com as eleições gerais no Reino Unido, entre outros.

O dólar subia ante uma cesta de moedas nesta sessão, após o BCE (Banco Central Europeu) sinalizar que não planeja novos cortes nas taxas de juros.

O Banco Central brasileiro vendeu integralmente a oferta de até 8.200 swaps cambiais tradicionais — equivalente à venda futura de dólares — para rolagem dos contratos que vencem julho. Com isso, já rolou US$ 1,230 bilhão do total de US$ 6,939 bilhões que vence no mês que vem.

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