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Dólar cai pelo segundo dia seguido e vai abaixo de R$ 3,40 

O Banco Central não intervém no mercado de dólar desde o final de maio

Economia|Do R7

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O dólar fechou em queda pela segunda sessão consecutiva e voltou abaixo de R$ 3,40 nesta segunda-feira (20), reagindo a menores preocupações com a possibilidade de a Grã-Bretanha deixar a União Europeia (UE) após pesquisas mostrarem maior apoio à permanência antes do referendo desta semana.

O dólar recuou 0,61%, a R$ 3,3994 na venda. A última vez em que a moeda norte-americana terminou abaixo de R$ 3,40 foi em 8 de junho, quando fechou no menor nível em quase um ano.


A percepção de que a campanha pela saída vem perdendo ímpeto já havia levado a moeda norte-americana a recuar 1,43% na sessão anterior, acumulando baixa de 2,03% em dois pregões. O dólar futuro recuava cerca de 0,5% no fim desta tarde.

"Houve uma virada positiva no sentimento sobre o referendo nos últimos dias e as últimas pesquisas parecem confirmar essa melhora", disse o operador da corretora B&T Marcos Trabbold.


Três pesquisas de opinião no sábado mostraram liderança da opção "ficar", tendência oposta à vista no início da semana passada. Operadores temem que eventual saída possa golpear a economia global e reduzir a disposição dos investidores de assumirem riscos, prejudicando mercados emergentes.

Com isso, o dólar voltou a recuar abaixo dos R$ 3,40, após furar essa barreira pela primeira vez em quase um ano no início deste mês diante de apostas de que o Banco Central estaria menos propenso a intervir no mercado sob a batuta de Ilan Goldfajn.


O BC não intervém no mercado desde o último pregão de maio, quando realizou o costumeiro leilão de linha para rolagem que pratica em fins de mês, e não oferta swaps reversos — que equivalem a compra futura de dólares — desde 18 de maio.

A queda da moeda norte-americana abaixo de R$ 3,40 voltou a suscitar ruídos no mercado, com alguns operadores evitando vender dólares apostando que o BC poderia voltar a atuar. Cotações baixas do dólar tendem a prejudicar as exportações, que vêm apresentando bom desempenho e ajudando a recuperação da economia.


"Sempre que o dólar cai muito, começam a surgir conversas no mercado sobre uma possível entrada do BC. É algo que suaviza um pouco qualquer queda", disse o operador de um banco internacional.

Para ele, o dólar pode buscar patamares mais baixos caso o BC não atue e na ausência de grandes surpresas no cenário político ou internacional. Por outro lado, novas denúncias de figuras importantes do governo do presidente interino Michel Temer podem levar a moeda norte-americana a retomar a alta.

Escândalos recentes vêm alimentando preocupação com a credibilidade e a capacidade do governo, que já perdeu três ministros, de aprovar medidas de ajuste fiscal no Congresso Nacional.

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