Dólar caro favorece indústria, mas pressiona inflação
Fábricas nacionais vendem produto mais barato para fora. Saiba como dólar afeta bolso
Economia|Do R7

O dólar continua em alta e pressionado tanto pelo cenário político interno como por efeitos do mercado internacional, especialmente China e Estados Unidos. Nesta segunda-feira (31), a moeda está sendo negociada por R$ 3,68.
Para a economia brasileira, a alta da moeda americana tem dois lados: um que beneficia a indústria e outro pressiona a inflação, já que muitos produtos comercializados no País têm insumos importados.
A valorização do dólar favorece as fábricas nacionais porque o produto feito aqui chega aos mercados internacionais mais baratos e, portanto, com maior competitividade.
Além disso, como os importados tendem a ficar mais caros dentro do Brasil, os produtos nacionais ficam com os preços mais atraentes internamente, o que também pode se refletir positivamente na indústria.
No entanto, para as empresas que têm dívidas em dólar, o cenário é ainda pior, por motivos óbvios: as dívidas mantêm os valores em dólares, mas ficam mais caras em reais.
Por outro lado, quem importa insumos para produzir mercadorias no Brasil sofre com o dólar alto. A matéria-prima mais cara pode influenciar a inflação.
Também sofrem com o dólar alto os brasileiros que viajaram ao exterior e fizeram compras no cartão de crédito. Com a moeda americana mais cara, as compras virão mais caras quando chegar a fatura.
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O dólar valorizado afeta o preço dos produtos importados e também daqueles produzidos no País, mas que utilizam insumos vindos do exterior. Um exemplo clássico é o "pãozinho" de todo dia, já que boa parte de nossa farinha de trigo é importada.
Esse encarecimento também se reflete em produtos como carros, videogames, alimentos e bebidas em geral — como vinhos, azeites e o bacalhau português.















