Dólar dispara e abre o dia na máxima em mais de 12 anos
Na máxima da manhã, a moeda dos EUA bateu R$ 3,34, maior nível desde 1º de abril de 2003
Economia|Do R7

O dólar avançava acima de R$ 3,30 e atingiu o maior nível durante um dia em mais de 12 anos na manhã desta sexta-feira (24), ainda refletindo preocupações com os riscos ao grau de investimento brasileiro após os cortes nas metas fiscais do governo brasileiro.
Às 9h56, o dólar avançava 0,83%, a R$ 3,3232 na venda. Na máxima da sessão, a moeda norte-americana atingiu R$ 3,3411, maior nível desde 1º de abril de 2003, quando a moeda alcançou R$ 3,355 durante o dia.
O governo reduziu a meta de superávit primário — economia para pagar os juros da dívida — deste ano para R$ 8,747 bilhões, ou 0,15% do PIB (Produto Interno Bruto), contra R$ 66,3 bilhões (1,1% do PIB), previstos até então. Além disso, abriu a possibilidade de abater até R$ 26,4 bilhões que, no limite, pode até gerar novo saldo negativo primário.
As metas para 2016 e 2017, por sua vez, caíram para o equivalente a 0,7% e 1,3% do PIB, respectivamente. O objetivo anterior para cada um desses anos era de 2% do PIB, percentual que agora só deverá ser alcançado em 2018.
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"A drástica redução da meta para 2015, assim como o ajuste extremamente gradual esperado para os próximos anos, sublinha o esperado rebaixamento pela Moody's e pode também desencadear revisões por outras agências e a perda do grau de investimento", escreveram analistas do banco Brasil Plural em nota a clientes.
Nesse quadro, investidores aguardavam também novas pistas sobre como o Banco Central se posicionará em relação a suas intervenções no câmbio, levando em conta que o fortalecimento do dólar tende a aumentar a inflação já elevada.
Mais tarde, o BC dará continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em agosto, com oferta de até 6.000 contratos, equivalentes à venda futura de dólares.
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Operadores aguardavam com ansiedade o anúncio da rolagem dos contratos que vencem em setembro e correspondem a R$ 33 bilhões (US$ 10,027 bilhões). Se o BC sinalizar que deve continuar rolando cerca de 70% dos contratos, como fez no mês passado, a tendência é que o dólar não volte a patamares mais baixos.
"Seria um sinal de que o BC está confortável com o dólar nesses níveis", explicou o operador de um importante banco internacional.















