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Dólar fecha em ligeira alta de 0,06%, a R$ 5,43, e Ibovespa sobe

A moeda americana emendou a sexta alta consecutiva, já o índice acumula baixa de 6,46% em setembro

Economia|Do R7

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O dólar fechou nesta quarta-feira (29) com variação positiva de 0,06%, a R$ 5,43
O dólar fechou nesta quarta-feira (29) com variação positiva de 0,06%, a R$ 5,43

O dólar oscilou entre altas e quedas ao longo desta quarta-feira (29) e acabou fechando com variação positiva de 0,06%, a R$ 5,43, com fatores técnicos ajudando o real a escapar de novo dia de forte desvalorização em pares emergentes. Fortalecido em particular por ações ligadas a commodities, o Ibovespa subiu 0,89%, a 111.106,83 pontos.

Numericamente, o dólar emendou a sexta alta consecutiva, série mais longa desde os oito pregões de ganhos entre o fim de junho e o início de julho, e renovou máxima desde 4 de maio (R$ 5,4322). Durante esta quarta, a cotação variou de R$ 5,4471 (+0,37%) a R$ 5,3919 (-0,65%).

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Lá fora, o índice do dólar contra uma cesta de moedas de países desenvolvidos acelerou a alta no fim da tarde para 0,7%, o maior acréscimo desde meados de junho de 2021, e para patamares não vistos desde setembro do ano passado. Enquanto isso, um índice de divisas emergentes emendava o quarto pregão de baixa e renovou mínima em cerca de um ano.

Uma bateria de indicadores econômicos positivos no Brasil e no exterior fez o investidor tirar momentaneamente de foco temores com a escalada global dos preços de energia, além de receios com China e Estados Unidos, permitindo um respiro do Ibovespa um dia após ter atingido a segunda pior marca em 2021.

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Mas passará longe de evitar na quinta-feira o terceiro mês seguido no vermelho. O índice acumula baixa de 6,46% em setembro. O giro financeiro da sessão foi de R$ 30,6 bilhões.

A chinesa Evergrande anunciou a venda de cerca de 20% no Shengjing Bank para captar US$ 1,55 bilhão e reduziu o temor de crise imobiliária no país, o que por sua vez permitiu a recuperação de ações de exportadoras de commodities para aquele mercado, como empresas brasileiras de metais.

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Na zona do euro, o sentimento econômico subiu em setembro, após uma queda em agosto.

Simultaneamente, a queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos também deu estímulo à busca de ativos de maior risco, após o presidente do Fed da Filadélfia, Patrick Harker, dizer que não espera aumentos de juros no país antes do fim de 2022 ou começo de 2023.

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"A queda dos rendimentos dos Treasuries elevaram o apetite por risco pelo mundo e também ajudou na Bolsa brasileira", afirmou o analista da Clear Corretora Rafael Ribeiro, em nota.

E o Brasil trouxe dados econômicos melhores que o esperado, como a abertura de 372.265 vagas de trabalho em agosto, o maior resultado do mês da série iniciada em 2010. E o setor público do país contrariou expectativas e teve superávit primário de R$ 16,7 bilhões em agosto, recorde para o mês.

Destaques

- BRASKEM disparou 9,1%, retomando a valorização esboçada na véspera, quando anunciou acordo com a mexicana Pemex, mas o movimento foi atropelado pela queda generalizada da Bolsa.

- JBS evoluiu 6,2%. A empresa anunciou na segunda-feira a conclusão da compra do negócio de carnes e refeições da Kerry no Reino Unido. E a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou nesta manhã que o Brasil negocia aumento nas cotas de exportação de frango para o Reino Unido. No setor, MARFRIG subiu 4% e BRF ganhou 1,9%.

- USIMINAS ganhou 6,15%, reagindo parcialmente após perdas pesadas nas últimas duas sessões, depois de ter anunciado na segunda-feira a paralisação do alto-forno 2 de sua usina em Ipatinga por até cinco meses devido a um incidente que não teve detalhes informados pela companhia ao mercado.

- PETROBRAS resistiu à queda da cotação do barril de petróleo e subiu 1,6% após anunciar acordo para vender à chinesa CNOOC uma fatia extra de 5% no contrato de partilha do excedente da cessão onerosa no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, por US$ 2,08 bilhões.

- BANCO INTER perdeu mais 2,8%, estendendo uma derrocada que atingiu com força papéis de empresas baseadas em alto crescimento. Desde a máxima registrada em 23 de julho, o papel já acumula baixa de cerca de 40%.

- MAGAZINE LUIZA também perdeu a carona da recuperação na Bolsa e retrocedeu mais 1,7%, com ações ligadas a consumo perdendo um vasto terreno diante de expectativas de mais altas de juros para conter a inflação no país. CARREFOUR BRASIL encolheu 1,1% e GPA teve baixa de 1,7%.

- HAPVIDA caiu 0,2%. O papel já tinha caído forte na véspera após a Superintendência do Cade declarar complexo o acordo para fusão com a NOTRE DAME INTERMÉDICA, que perdeu 0,34%. Nesta quarta, o Credit Suisse afirmou em nota a clientes que o alerta do Cade não representa risco para a fusão.

- ITAÚ UNIBANCO e BRADESCO tiveram acréscimo de 1,8%, puxando o carro do setor bancário, uma vez que investidores preferiam se posicionar em ações de maior liquidez e de empresas mais resilientes durante a crise. SANTANDER BRASIL teve elevação de 1,1%.

- M.DIAS BRANCO, fora do índice, teve incremento de 4,3%, após ter anunciado na noite da véspera a compra da empresa de comida saudável Latinex por até R$ 272 milhões.

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