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Dólar fecha em R$ 2,45 com a maior alta em treze meses

Cotação subiu 2,37% em relação o pregão do dia anterior; eleições influenciaram mercado

Economia|Do R7, com Reuters

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Armínio Fraga quer acabar com intervenção do BC no câmbio
Armínio Fraga quer acabar com intervenção do BC no câmbio

O dólar fechou esta quarta-feira (15) com a maior alta desde 21 de agosto do ano passado.

A cotação subiu 2,37% e ficou em R$ 2,4575 na venda, com máxima de R$ 2,4636. A moeda teve alta de 2,39% na outra ocasião.


Expectativas sobre as pesquisas eleitorais influenciaram no resultado. O mercado financeiro é crítico à política econômica do governo que interferia demais na economia e faria pouco esforço para cumprir metas como o superávit primário (economia do governo para dívidas de títulos públicos a bancos, por exemplo).

Investimentos em dólares retirados do país fazem com que a cotação suba.


Outra notícia que afetou o mercado foi o ex-presidente do BC (Banco Central), Armínio Fraga, futuro ministro da Fazenda caso Aécio seja eleito, ter afirmado à agência de notícias Reuters que acabaria com o o programa de intervenção diária do BC no câmbio.

O dólar mais caro pode resultar em perda de empregos e inflação para a população, o que o governo procura evitar.


Entenda no vídeo abaixo:

Comprar dólares é arriscado, mas vale a pena


Segundo dados da BM&FBovespa, o giro financeiro do pregão ficou em torno de R$ 2,46 bilhões (US$ 1 bilhão).

Para o gerente de câmbio da corretora BGC Liquidez, Francisco Carvalho, o mercado tem tentado lucrar com os resultados das eleições.

— O mercado está muito especulativo nessas últimas semanas e, em dia de pesquisa (eleitoral), isso se acentua ainda mais. Está imprevisível.

A pressão eleitoral sobre o mercado doméstico somou-se à profunda aversão ao risco nos mercados globais, desencadeada por uma rodada de indicadores econômicos fracos sobre a economia norte-americana.

Os números deram mais força às preocupações com o crescimento econômico global e levaram investidores a venderem ativos de maior risco, como os brasileiros, e se refugiarem em papéis denominados em dólar. A cotação da moeda cai no Brasil quando sua quantidade no País diminui.

A moeda norte-americana se fortaleceu neste cenário em relação às principais moedas emergentes.

Já outras divisas, como o euro, se valorizaram frente ao dólar, refletindo expectativas de que a desaceleração da economia global pode levar o Fed a adiar o início do aumento dos juros. 

Taxas mais altas nos EUA poderiam atrair recursos aplicados em outras economias, como o Brasil, já que tornam mais lucrativa a compra de títulos de dívida pública norte-americanos.

Câmbio

O Banco Central brasileiro vendeu nesta manhã a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares, pelas atuações diárias. Foram vendidos 2,2 mil contratos para 1º de junho e 1,8 mil para 1º de setembro de 2015, com volume correspondente a R$ 486 milhões (US$ 197,5 milhões).

O BC também vendeu nesta sessão a oferta total de até 8 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 3 de novembro. Ao todo, a autoridade monetária já rolou cerca de metade do lote total, equivalente a R$ 21,75 bilhões (US$ 8,84 bilhões).

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