Dólar interrompe série de 5 quedas e volta a R$ 2,35
Moeda norte-americana subiu 0,49% nesta quarta-feira (26)
Economia|Do R7

Após cair por cinco sessões seguidas, o dólar fechou em alta nesta quarta-feira (26) e voltou ao patamar de R$ 2,35, mas com o mercado ainda menos pessimista sobre a política econômica do país.
A moeda norte-americana também avançava frente a outras moedas emergentes, como os pesos chilenos e mexicano.
O dólar subiu 0,49%, a R$ 2,3524 na venda, depois de acumular perda de 2,36% nas cinco últimas sessões. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 2,35 bilhões).
Segundo o gerente de câmbio da corretora Fair, Mário Battistel, o dólar já caiu muito. De acordo com Battistel, a moeda deve continuar subindo.
Para parte dos especialistas, o dólar no patamar de R$ 2,40 ainda não é inflacionário e ajuda nas exportações.
Depois de um período de intensa pressão em meio à onda global de mau humor com ativos emergentes neste início do ano, a moeda norte-americana passou por uma trégua ante o real desde a semana passada. O alívio ganhou força com a divulgação da nova meta de superávit primário para este ano no Brasil, encarada como mais plausível pelo mercado.
De acordo com o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo, o mercado ficou bastante eufórico depois do fiscal, mas eu acredito que (o dólar) caiu demais. O mercado estaria mais tranquilo com o dólar entre R$ 2,35 e R$ 2,45.
Apesar das recentes quedas, o país registrou saída líquida de 224 milhões de dólares na última semana, segundo o Banco Central. Mesmo assim, o saldo está positivo em US$ 1,610 bilhão no ano.
O BC deu continuidade à intervenção diária nesta sessão e vendeu a oferta total de até 4 mil swaps cambiais tradicionais — equivalentes a venda futura de dólares—, todos com vencimento em 1º de dezembro deste ano, em operação com volume equivalente a US$ 197,5 milhões. O BC também ofertou contratos para 1º de agosto, mas não vendeu nenhum.
O volume de swaps colocado agora pelo BC foi menor se comparado com o visto nas últimas sessões porque ele concluiu na véspera a rolagem dos contratos que vencem em março.
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Os investidores também estão de olho no Compom (Comitê de Política Monetária), que se reúne nesta quarta-feira (26) para decidir o futuro da Selic, com a maioria das expectativas apontando para alta de 0,25 ponto percentual, a 10,75%, reduzindo o ritmo de aperto monetário.















