Dólar renova máximas após BC anunciar rolagem de venda da moeda
Contratos que venceriam em setembro deste ano foram postergados para abril de 2014
Economia|Do R7

Após abrir em alta no mercado brasileiro, alinhado ao desempenho em relação a moedas commodities no exterior, o dólar renovou máximas sequenciais em relação ao real, após o BC (Banco Central) anunciar, nesta sexta-feira (16), a rolagem do vencimento de US$ 5,04 bilhões em contratos de swap cambial (venda da moeda no mercado futuro), que vencem em 2 de setembro de 2013.
O lote total desse vencimento é de 100.800 contratos de swap cambial, mas o BC vai ofertar na primeira tranche de rolagem, entre 10h30 e 10h40, até 20 mil contratos, para 1/4/2014, correspondente a US$ 1 bilhão.
Às 9h55, o dólar à vista estava na máxima, a R$ 2,357 (+0,6%), de uma mínima de R$ 2,348 (+0,21%), registrada após a abertura. "Com a alta do dólar ante moedas commodities lá fora e os problemas com a economia doméstica (crescimento baixo, inflação elevada e fluxo cambial negativo), a tendência é de alta do dólar", disse um operador de tesouraria de um banco.
No mercado futuro, às 9h56, o vencimento de dólar para setembro de 2013 subia a R$ 2,363 (+0,55%), após oscilar de R$ 2,353 (+0,13%) a R$ 2,365 (+0,64%). Esse contrato abriu a sessão cotado a R$ 2,357 (+0,3%).
O Banco Central antecipou na quinta-feira (15) à noite que,"além desta rolagem de swap, continuará com sua política de intervenções pontuais no mercado futuro de câmbio". Por causa disso, há expectativas entre operadores de câmbio de que a autoridade monetária poderá conter uma volatilidade excessiva do dólar ante o real.
Porém, esses profissionais não acreditam que as atuações do BC, mesmo reforçadas com ofertas adicionais, devem mudar a tendência mundial de valorização da moeda norte-americana em meio à aposta crescente de início da retirada dos estímulos à economia nos Estados Unidos em setembro.
Para rolar esse vencimento de 2 de setembro, segundo um operador de uma corretora, a autoridade fará mais de um leilão, a exemplo do que ocorreu na segunda quinzena de julho, quando foram realizados seis operações para concluir a rolagem integral do vencimento de 1º de agosto, num total de US$ 5,7 bilhões.
Desde que começou neste ano a intervir no câmbio com operações de swap cambial, em 31 de maio, o BC já vendeu um volume aproximado de US$ 33 bilhões desses contratos, com o objetivo de conter a volatilidade do dólar, acentuada em âmbito mundial pelas incertezas em torno da redução do programa de compra de bônus pelo Federal Reserve. Ainda assim, a moeda norte-americana acumula uma alta de 2,85% ante o real em agosto e de 14,57% neste ano.
Os agentes de câmbio monitoram um desempenho misto do dólar no exterior. A divisa dos EUA opera perto da estabilidade ante o euro e o iene e oscila com viés de alta diante de moedas correlacionadas a commodities.
Para um operador de tesouraria de um banco nacional, o índice de sentimento do consumidor preliminar de agosto, medido pela Universidade de Michigan e previsto para às 10h55, deve dar uma direção mais clara para o segmento de moedas ao apoiar a discussão sobre a condução da política monetária americana. A expectativa dos analistas é que esse índice suba a 85,5, ante 83,9 em julho.
Em Nova York, às 10h01, o euro subia a US$ 1,3362, de US$ 1,3347 no fim da tarde de quinta-feira, 15. O dólar caía a 97,34 ienes, de 97,39 ienes ontem à tarde. A moeda norte-americana exibia sinais mistos ante divisas ligadas a commodities, como o dólar australiano (-0,54%), o dólar canadense (+0,38%), o peso chileno (+0,35%), a rupia indiana (+0,48%), o peso mexicano (+0,23%) e o dólar neozelandês (-0,12%).















