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Dólar segue exterior, sobe pela quinta vez seguida e vale R$ 3,36

Moeda norte-americana avançou 0,87% em mais um dia marcado pela atuação do Banco Central

Economia|Do R7

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Moeda dos EUA acumulou alta de 4,75% nas últimas cinco sessões
Moeda dos EUA acumulou alta de 4,75% nas últimas cinco sessões

O dólar fechou em alta frente ao real pela quinta sessão seguida nesta quinta-feira (7) com a queda dos preços do petróleo alimentando o mau humor nos mercados globais e com investidores adotando cautela antes da divulgação da meta fiscal para o ano que vem. A atuação do Banco Central no mercado de câmbio também contribuiu para a moeda norte-americana subir.

O dólar avançou 0,87%, a R$ 3,3659 na venda, após chegar a R$ 3,3669 na máxima e R$ 3,3207 na mínima do dia. A moeda norte-americana acumulou alta de 4,75% em cinco sessões. O dólar futuro subia cerca de 1% no fim da tarde.


"Houve uma piora relevante nos mercados lá de fora e o clima aqui ainda é moderado, de prudência", disse o operador da corretora Intercam Glauber Romano.

Pela manhã, o dólar havia recuado em relação às principais moedas emergentes, um alívio após vários dias de mau humor. Esse movimento perdeu força, porém, após os preços do petróleo passarem a desabar, revivendo a aversão a risco nas praças financeiras internacionais.


A alta do dólar nos últimos dias veio em meio à apreensão nos mercados globais com as possíveis consequências econômicas da decisão do Reino Unido de deixar a UE (União Europeia), além da atuação do BC (Banco Central) brasileiro.

Nesta quinta-feira, o BC ofertou e vendeu integralmente pela quinta sessão seguida 10 mil swaps reversos, que equivalem à compra futura de dólares. A interpretação da maioria dos operadores é que a autoridade monetária quer corrigir o recente ritmo exageradamente rápido de desvalorização do dólar, que marcou em junho a maior queda mensal em 13 anos.


Operadores também adotavam cautela antes da definição da meta fiscal do ano que vem, às 18h.

"O assunto principal do dia é a questão da meta fiscal", resumiu mais cedo o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.


Uma fonte da equipe econômica afirmou [que o governo deve fixar rombo primário de R$ 140 bilhões a R$ 150 bilhões para 2017, abaixo dos R$ 170,5 bilhões previstos para este ano. Mas a disputa dentro do governo em torno do tema era intensa, com a ala política defendendo um rombo maior para não afetar ainda mais a economia em recessão e garantir um ambiente político mais favorável diante da necessidade de aprovar medidas no Congresso Nacional.

Na véspera, a alta da moeda norte-americana havia sido influenciada por preocupações com a possibilidade de o governo se contentar com uma meta fiscal pouco ambiciosa para 2017.

"Vai ser difícil o mercado comprar o discurso do gradualismo no ajuste. Já faz anos que ouvimos essa história e agora é a hora de ações, não palavras", resumiu o superintendente de derivativos de uma gestora de recursos internacional.

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