Dólar sobe 1% e volta a encostar em R$ 3,95
Alta de 1,03% da moeda norte-americana foi motivada pela apreensão política no Brasil
Economia|Do R7

O dólar fechou em alta pela quarta sessão consecutiva nesta quarta-feira (21), aproximando-se de R$ 3,95, diante do ambiente de aversão a risco nos mercados globais devido a preocupações com a saúde da economia chinesa e da apreensão dos investidores com a situação política e econômica do Brasil.
O dólar avançou 1,03%, a R$ 3,9430 na venda, acumulando alta de 3,75% em quatro sessões.
"A sessão asiática viu outra queda das bolsas chinesas... que respingou sobre moedas emergentes, gerando perdas mais notáveis", escreveram analistas do Scotiabank em nota a clientes.
A divisa dos Estados Unidos avançava em relação a moedas como os pesos chileno e mexicano, com investidores evitando ativos de maior risco após os dois principais índices acionários chineses marcarem a maior queda em mais de um mês, em meio ao cenário mais fraco da segunda maior economia do mundo.
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No Brasil, o quadro de nervosismo foi influenciado também pelas incertezas políticas. Investidores temem que as turbulências dificultem ainda mais o ajuste fiscal e golpeiem a credibilidade do País, afastando capitais estrangeiros. A perspectiva de que o Brasil deve alterar sua meta fiscal neste ano para reconhecer um déficit primário de 85 bilhões de reais, incluindo o pagamento das "pedaladas fiscais", também pesou sobre o humor.
"Essa incerteza machuca muito o mercado. Parece que vai demorar muito até o investidor conseguir ter um panorama mais ou menos claro da situação, para poder tomar decisões com uma base mais sólida", disse o operador de uma corretora internacional.
Nesta manhã, o Banco Central deu continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em novembro, vendendo a oferta total de até 10.275 contratos, equivalentes à venda futura de dólares. Até agora, a autoridade monetária já rolou US$ 7,168 bilhões, ou cerca de 70% do lote total, que corresponde a US$ 10,278 bilhões.
Após o fechamento dos negócios, o BC anuncia sua decisão sobre a taxa básica de juros e o mercado espera que a Selic seja mantida em 14,25%.















