Dólar sobe ante real após Tombini dizer que vê menor demanda por swaps
A moeda americana avançou 0,24%, a R$ 2,2157 na venda, após chegar a R$ 2,201 na mínima
Economia|Do R7

O dólar fechou em alta ante o real nesta quinta-feira (22), após o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmar que a demanda pelos swaps cambiais ofertados diariamente pela autoridade monetária está diminuindo.
Na avaliação de operadores, a declaração sugere que o BC vai reduzir ou até mesmo encerrar as intervenções diárias no câmbio, que estão previstas para durar até o fim de junho.
A moeda norte-americana avançou 0,24%, a R$ 2,2157 na venda, após chegar a R$ 2,201 na mínima da sessão. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1 bilhão.
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"O mercado interpretou que o BC pode reduzir a oferta de swaps ou interromper o programa de intervenções diárias agora no meio do ano", afirmou o economista sênior do Espírito Santo Investment Bank, Flavio Serrano.
Tombini afirmou em evento em São Paulo que o BC tem observado "certo arrefecimento" na demanda por swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares.
A autoridade monetária tem atuado diariamente no mercado de câmbio desde agosto passado com o objetivo de prover proteção cambial e liquidez aos agentes. Em janeiro, já havia reduzido a intensidade das injeções diárias.
A fala de Tombini reforçou ainda mais a percepção do nível de R$ 2,20 como piso informal para a divisa dos EUA. Boa parte do mercado avalia que o BC não quer que o dólar se deprecie demais, temendo impactos sobre as exportações, apesar da ajuda no combate a inflação. A moeda norte-americana tem oscilado entre R$ 2,20 e R$ 2,25 desde o início de abril.
"Ficou claro que o BC fica confortável com o dólar acima de R$ 2,20", afirmou o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira. "Por isso, ele poderia reduzir as rações diárias", acrescentou.
Pela manhã, o BC vendeu a oferta total de até 4.000 swaps nas atuações diárias, com volume equivalente a US$ 198,5 milhões. Foram 500 contratos para 1º de dezembro deste ano e 3.500 para 2 de fevereiro do próximo.
Em seguida, também vendeu a oferta total de swaps em leilão de rolagem. Até agora, foram rolados pouco mais de 35 por cento do lote total que vence no próximo mês, equivalente a US$ 9,653 bilhões.
Nas primeiras horas da sessão, o dólar operou em queda ante o real, em linha com os mercados exteriores diante de dados econômicos mistos nos Estados Unidos.
Por um lado, os pedidos de auxílio-desemprego no país subiram mais do que o esperado na semana passada, embora continuem perto das mínimas em sete anos. Por outro, as vendas de moradias usadas e a atividade industrial mostraram desempenho positivo.
Nesse contexto, o dólar recuava ante moedas como o peso chileno e o rand sul-africano, mas subia contra o euro após tocar a mínima em três meses na sessão anterior.
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