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Dólar sobe de novo e fecha a quinta-feira cotado a R$ 3,17

Alta da moeda foi guiada por discussões sobre meta fiscal e cenário externo

Economia|Do R7

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Dólar acumula alta de 1,61% em três pregões
Dólar acumula alta de 1,61% em três pregões

O dólar fechou em alta ante o real nesta quinta-feira (10), terceira sessão consecutiva de valorização e no nível mais alto desde meados de julho, com os investidores reagindo mal ao fato de o governo estar se preparando para anunciar meta de déficit primário maior e às tensões crescentes entre Estados Unidos e Coreia do Norte.

Nesta sessão, o dólar avançou 0,74%, a R$ 3,1756 na venda, maior patamar de fechamento desde 17 de julho (R$ 3,1814).


Na máxima da sessão, a moeda norte-americana chegou a R$ 3,1735, acumulando alta de 1,61% em três pregões. O dólar futuro tinha valorização de cerca de 0,65%.

"O cenário causa desconforto e pode levar o dólar a R$ 3,20 no curto prazo", afirmou o superintendente da corretora Correparti, Ricardo Gomes da Silva.


O governo deve anunciar as novas metas fiscais na próxima segunda-feira. A expectativa era que ocorresse nesta tarde e, apesar de ter sido adiado, já está definido que as metas de déficit primário passarão a R$ 159 bilhões tanto para 2017 quanto 2018, mesma cifra obtida em 2016, buscando sinalizar que pelo menos a trajetória das contas públicas não vai piorar.

O mercado também passou a ficar mais preocupado com a força política do presidente Michel Temer, que usou boa parte do Orçamento destinado a emendas parlamentares neste ano para garantir apoio na Câmara dos Deputados e barrar a denúncia por crime de corrupção passiva contra ele.


Os agentes econômicos temem que as reformas, em especial e da Previdência, não consiga avançar no Congresso Nacional.

A questão geopolítica entre Estados Unidos e Coreia do Norte também foi acompanhada de perto pelos investidores.


"Temos cautela nas mesas, com claro enxugamento de risco, mas com indicação de pouca crença no conflito bélico/nuclear efetivo", comentou a corretora H.Commcor em relatório.

Mais cedo, a Coreia do Norte ironizou os alertas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que Pyongyang irá enfrentar "fogo e fúria" se ameaçar os norte-americanos, e divulgou planos detalhados para um ataque com mísseis perto de Guam, território dos EUA no oceano Pacífico.

À tarde, Trump disse que os Estados Unidos sempre vão "considerar negociações" com a Coreia do Norte, mas advertiu que o país deve ficar muito preocupado se fizer algo aos EUA.

O dólar caía ante uma cesta de moedas e recuou para a mínima em oito semanas ante o iene, com os investidores procurando ativos menos arriscados.

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