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Dólar sobe frente ao real após agência de risco rebaixar nota do Brasil

A reação do mercado era relativamente contida, porém, já que um rebaixamento era esperado

Economia|Do R7

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Às 10h20, o dólar avançava 0,74%, a R$ 3,9922 na venda, após atingir R$ 4,0069 na máxima da sessão
Às 10h20, o dólar avançava 0,74%, a R$ 3,9922 na venda, após atingir R$ 4,0069 na máxima da sessão

O dólar avançava frente ao real nesta quarta-feira (24) após a Moody's rebaixar o Brasil em dois degraus, retirando o selo de bom pagador do País, e indicar que pode cortar novamente a nota em breve, em uma sessão em que a alta do petróleo também colaborava para o movimento da moeda no mercado brasileiro.

A reação era relativamente contida, porém, já que um rebaixamento era esperado e o mercado já havia se ajustado fortemente após a perda do grau de investimento pela Standard & Poor's e pela Fitch.


Às 10h20, o dólar avançava 0,74%, a R$ 3,9922 na venda, após atingir R$ 4,0069 na máxima da sessão.

"O mercado esperava um corte, era questão de tempo", disse o operador Thiago Castellan Castro, da corretora Renascença, ressaltando ter se surpreendido com o rebaixamento de dois degraus. "Vai demorar para recuperarmos o grau de investimento."


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Moody's era a única das três principais agências de risco ainda a classificar o Brasil como grau de investimento. Nesta manhã, a agência rebaixou a nota do país para "Ba2", ante "Baa3", citando o ambiente econômico e político desfavorável do país. A Moody's também atribuiu perspectiva negativa à nota.

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Na semana passada, a S&P rebaixou o Brasil pela segunda vez em menos de seis meses, para o segundo degrau abaixo do grau de investimento, com perspectiva negativa. A Fitch classifica o país apenas um degrau abaixo do grau de investimento, também com perspectiva negativa.

O cenário externo também corroborava a alta da moeda norte-americana, com a queda dos preços do petróleo reduzindo o apetite por ativos de maior risco como aqueles denominados em reais. O movimento vinha após a Arábia Saudita descartar cortes na produção e depois do aumento dos estoques nos Estados Unidos.

"A trégua do petróleo durou pouco e os mercados estão se ajustando à ideia de que há espaço para (a commodity) cair mais", disse o operador de uma corretora internacional.

Nesta manhã, o Banco Central fará mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em março, que equivalem a US$ 10,118 bilhões, com oferta de até 11.900 contratos.

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