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Dólar tem dia volátil após buscas na casa de Cunha

Às 14:12, a moeda norte-americana avançava 0,06%, cotada a R$ 3,8887 na venda

Economia|Do R7

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Moeda variou entre R$ 3,85 e R$ 3,89
Moeda variou entre R$ 3,85 e R$ 3,89

O dólar tem sessão volátil nesta terça-feira (15), com investidores avaliando as implicações da nova rodada de buscas relacionadas à Operação Lava-Jato, que envolvem o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O mercado continuava apresentando baixo volume de negócios, com investidores evitando fazer grandes operações na véspera da esperada elevação dos juros nos Estados Unidos. Outro motivo para a cautela era a proximidade da sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) que deve decidir sobre a tramitação do pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, marcada para quarta-feira.


Às 14:12, o dólar avançava 0,06%, a R$ 3,8887 na venda, após recuar a R$ 3,8506 na mínima do dia e subir a R$ 3,8962 na máxima.

"Não estão claras as consequências dessa ação [da Polícia Federal], é um debate que está percorrendo o mercado. Quando a política é o 'driver', a situação fica menos previsível e o resultado é volatilidade", resumiu o operador de uma gestora de recursos internacional, sob condição de anonimato.


A PF realizou nesta manhã ação para cumprir mandados de busca e apreensão em residências de Cunha, de dois ministros e de outros políticos.

Cunha tem encabeçado a campanha pelo impeachment de Dilma, algo visto como positivo no mercado de maneira geral. Por outro lado, ele também tem dificultado a aprovação de medidas de austeridade fiscal na Câmara, piorando a perspectiva econômica para o Brasil.


Uma fonte do Palácio do Planalto disse nesta terça-feira que a presidente Dilma Rousseff decidiu que a meta de superávit primário do setor público consolidado de 2016 não será de 0,7% do PIB (Produto Interno Bruto), como defende o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e que deve ficar abaixo de 0,5%.

Ainda no front político, no início da tarde o Conselho de Ética da Câmara aprovou parecer preliminar que dá prosseguimento ao processo contra Cunha que pode resultar na cassação de seu mandato..


A notícia vem um dia antes de sessão do STF que definirá a validade da eleição de membros da comissão especial da Câmara que analisará a abertura do processo de impeachment.

Nos mercados externos, o dólar tinha um dia mais tranquilo após diversas sessões de aversão ao risco, com a alta dos preços do petróleo nutrindo o apetite por ativos de mercados emergentes.

O centro das atenções, porém, é a reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano, que deve anunciar na quarta-feira o primeiro aumento de juros em quase uma década.

"O mercado dá como fato que o Fed vai subir juros amanhã. Mas é um evento importante e é normal que o mercado trabalhe com um pouco mais de cautela enquanto isso não se confirma", disse o operador da corretora Intercam Glauber Romano.

O Banco Central fará nesta tarde leilão de venda de até US$ 500 milhões com compromisso de recompra, em operação que não tem como fim a rolagem de contratos já existentes.

Pela manhã, o BC também deu sequência à rolagem dos swaps cambiais que vencem em janeiro, com oferta de até 11.260 contratos, que equivalem à venda futura de dólares. Até agora, a autoridade monetária já rolou o equivalente a US$ 6,019 bilhões, ou cerca de 56% do lote total, que corresponde a US$ 10,694 bilhões.

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