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Dólar tem leve baixa ante real com menos chances de alta de juros nos EUA

Economia|Do R7

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Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar encerrou a sexta-feira em leve queda ante o real, após um dado de inflação mais fraco do que o esperado nos Estados Unidos esfriar as apostas para nova alta de juros no país neste ano.

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Ao longo da sessão, no entanto, os investidores monitoraram os cenários externo, em meio às tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Coreia do Norte, e interno, com as discussões sobre a meta fiscal.

O dólar recuou 0,05 por cento, a 3,1741 reais na venda. Na semana, acumulou alta de 1,56 por cento, interrompendo uma sequência de cinco quedas semanais consecutivas.

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Na mínima da sessão, marcou 3,1557 reais e, na máxima, 3,1816 reais. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,05 por cento.

"O dólar deu uma corrigida nos últimos dias e a inflação dos EUA favoreceu uma realização, mas com o final de semana, o investidor prefere não ficar vendido", resumiu um profissional da mesa de câmbio de uma corretora local.

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Nos últimos três pregões, o dólar havia acumulado alta de 1,61 por cento e, nesta sexta-feira, abriu espaço para corrigir após o dado norte-americano. O movimento, entretanto, perdeu força nos minutos finais da sessão.

O Índice de Preços ao Consumidor dos Estados Unidos subiu 0,1 por cento no mês passado, abaixo do esperado por economistas consultados pela Reuters, de alta de 0,2 por cento. O resultado sinaliza inflação benigna que pode levar o Federal Reserve, banco central norte-americano, a ser cauteloso sobre a elevação das taxas de juros novamente neste ano.

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O dólar recuava cerca de 0,40 por cento frente a uma cesta de moedas, perdendo terreno também ante divisas de países emergentes, como os pesos mexicano e chileno.

Juros maiores nos EUA tendem a atrair recursos aplicados em outras praças financeiras, como a brasileira.

Ainda no exterior, as ameaças entre Estados Unidos e Coreia do Norte mantiveram a luz amarela entre os investidores. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu novo aviso aos norte-coreanos nesta sexta-feira, afirmando que as armas norte-americanas estão prontas e carregadas.

"As ameaças entre Washington e Pyongyang sobem de tom e, na ofensiva, mantém os mercados em modo de alerta", resumiu a corretora Guide em relatório.

Internamente, os investidores seguiram de olho nas negociações para a mudança da meta fiscal deste e do próximo ano.

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