Dólar tem leves variações e segue perto de R$ 3,90, de olho em cena política
Mercado espera novas notícias vindas do Congresso Nacional nesta terça-feira (1º)
Economia|Do R7

O dólar alternava entre leves altas e baixas nesta terça-feira (1º), com investidores adotando cautela antes de importantes eventos políticos no cenário local, que vêm ditando os movimentos do mercado nas últimas semanas.
Às 11h59, o dólar recuava 0,13%, a R$ 3,8814 na venda, após atingir R$ 3,9045 na máxima e R$ 3,86 na mínima da sessão.
"O mercado está bastante cauteloso em um cenário de forte volatilidade, esperando novas notícias vindas do Congresso", resumiu o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.
O Conselho de Ética vota nesta tarde em caráter preliminar o processo contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), às 14h30, e que pode resultar na sua cassação. Novas denúncias contra ele alimentaram preocupações de que possa reagir apoiando a abertura de eventual processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, aumentando ainda mais a incerteza política.
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Mais tarde, às 19h, o Congresso deve votar a nova meta de resultado fiscal do governo para 2015, após adiar a apreciação do tema na semana passada depois da prisão do ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS). Investidores temem que a turbulência política signifique que o governo enfrentará mais dificuldades para aprovar medidas de ajuste fiscal no Congresso.
Também contribuía para limitar os movimentos do mercado a atuação do Banco Central, que realizará nesta tarde leilão de venda de até 500 milhões de dólares com compromisso de recompra. Segundo a assessoria de imprensa da autoridade monetária, a operação não tem como objetivo rolar contratos já existentes.
Além disso, deu início à rolagem dos swaps cambiais que vencem em janeiro, sinalizando que deve repor integralmente os contratos equivalentes a venda futura de dólares.
"A estratégia do BC parece ser deixar claro que ele está disposto a entrar no mercado para evitar exageros, mas deixar a moeda seguir seu rumo com base nos fundamentos. Isso deixa o mercado um pouco mais calmo", disse o superintendente de derivativos da corretora de um banco nacional.















