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Dólar tem pequenas oscilações sobre o real de olho no exterior

Economia|Do R7

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Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar reduziu a queda e passava a operar com leves variações sobre o real nesta quarta-feira, com a cautela com eventual guerra comercial desencadeada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dividindo as atenções com os dados robustos da China, que içaram os preços das commodities mais cedo.

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Às 12:17, o dólar avançava 0,05 por cento, a 3,2636 reais na venda, depois de subir 0,33 por cento nos dois pregões anteriores. Na mínima deste pregão, a moeda norte-americana foi a 3,2470 reais.

O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,05 por cento.

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"Há risco de guerra comercial... tivemos duas baixas importantes nos Estados Unidos", afirmou o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva.

Depois de anunciar taxas de importação para aço e alumínio, Trump ameaça agora impor tarifas sobre 60 bilhões de dólares de importações chinesas pelos Estados Unidos, elevando os temores de uma guerra comercial.

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No exterior, o dólar subia ante uma cesta de moedas, mas recuava sobre divisas de países emergentes, como os pesos mexicano e chileno.

Até então, o dólar vinha caindo sobre o real sustentado pelos dados robustos da China, que impulsionaram os preços das commodities. O petróleo, no entanto, devolveu a alta e passou a cair, também pressionando a trajetória no mercado de câmbio.

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Pequim anunciou mais cedo que sua produção industrial cresceu 7,2 por cento entre janeiro e fevereiro, muito mais rápido do que o esperado no início do ano, sugerindo que a economia pode estar ganhando força.

Ainda na cena externa, foi divulgado que as vendas no varejo dos Estados Unidos caíram pelo terceiro mês consecutivo em fevereiro, em meio à percepção dos mercados financeiros de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, não vai elevar os juros mais do que o esperado.

O Fed vem indicando que elevará os juros três vezes neste ano de forma gradual e, um movimento mais forte do que o esperado, aumentaria o potencial de atrair para os Estados Unidos recursos aplicados hoje em outros mercados financeiros, como o brasileiro.

Apesar disso, pesquisa Reuters com diversos economistas mostrou que as projeções passaram a incluir alta adicional nos juros, totalizando quatro em 2018. O levantamento também apurou que as tarifas de importação do presidente Donald Trump farão mais mal do que bem para a economia dos EUA.

O Fed elevará os juros na próxima semana, disseram todos os 104 economistas entrevistados pela Reuters entre 5 e 13 de março, com mais três altas esperadas para este ano, impulsionadas pelo sólido mercado de trabalho. No levantamento feito há algumas semanas, as projeções eram de três altas neste ano.

O Banco Central brasileiro vendeu nesta sessão toda a oferta de até 14 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento de abril. Dessa forma, já rolou 2,1 bilhão de dólares do total de 9,029 bilhões de dólares.

Se mantiver esse volume e vendê-lo integralmente, o BC rolará o valor total dos swaps que vencem no próximo mês.

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