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Dólar termina o dia com leve queda, cotado a R$ 3,89

Moeda norte-americana teve movimento influenciado praticamente apenas pelo cenário externo, com expectativa sobre a taxa de juros nos EUA

Economia|Do R7, com Reuters

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Dólar fechou o dia abaixo de R$ 3,90
Dólar fechou o dia abaixo de R$ 3,90

O dólar terminou a segunda-feira (17) em baixa e abaixo de R$ 3,90, monitorando a trajetória externa em semana de expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve e em dia de nova atuação do Banco Central no câmbio.

A moeda norte-americana recuou 0,26%, a R$ 3,8945 na venda, depois de marcar a mínima de R$ 3,8777 e a máxima de R$ 3,9303. O dólar futuro caía 0,56%.

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"Até quarta-feira o mercado vai esperar o Fed", resumiu o diretor de câmbio da Ourominas, Mauriciano Cavalcante. "Depois, pode haver espaço para o dólar realizar", acrescentou.

Na quarta-feira, o banco central dos EUA deve elevar a taxa de juros, mas o mercado quer saber o que dirá o comunicado e também o chairman Jerome Powell, depois de recentemente os membros da autoridade monetária terem sinalizado um discurso mais "dovish", indicando que os juros do país já estariam perto do nível neutro.

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Há preocupação com a desaceleração econômica global, sobretudo após a guerra comercial entre Estados Unidos e China, que já impactou os indicadores da segunda maior economia mundial.

Nesta segunda-feira, o presidente Donald Trump voltou a criticar a ação do Fed sobre os juros, defendendo juros mais baixos para apoiar a economia dos EUA de forma mais ampla.

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Seu discurso foi reforçado pela fala do assessor de comércio da Casa Branca, Peter Navarro, para quem a taxa não deveria subir porque a economia "está crescendo sem inflação".

À espera do Fed, o dólar recuava ante a cesta de moedas e operava misto ante divisas emergentes, em queda ante o peso mexicano e alta ante a lira turca.

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Em boa parte da sessão, o dólar operou em alta ante o real, com o volume mais baixo ajudando a içar a moeda mesmo com a atuação do Banco Central no mercado cambial.

"O BC colocando linha dá a sensação de que há demanda para o dólar à vista, para saída de recursos. Então o mercado acaba não conseguindo fazer movimento de ajuste para baixo", avaliou mais cedo o operador da Necton Corretora José Carlos Amado.

Bolsa

A Bolsa de São Paulo (B3) terminou o pregão desta segunda-feira com queda de 1,1%. Na contramão, as ações da Embraer ficaram entre as que mais se valorizaram hoje, com alta de 3,38%.

A fabricante de aviões caminha para formalizar uma fusão parcial com a norte-americana Boeing, o que ainda depende de aprovação do governo brasileiro, mas já animou os investidores. 

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