Logo R7.com
RecordPlus

Dólar vai a R$ 2,25, maior queda semanal em 6 meses 

Fluxo cambial positivo no Brasil e cenário menos pessimista no exterior impactaram resultado

Economia|Do R7

  • Google News
Dólar registrou maior queda semanal ante o real em seis meses
Dólar registrou maior queda semanal ante o real em seis meses

A moeda norte-americana recuou 0,38%, a R$ 2,2594 na venda, após chegar a R$ 2,2485 na mínima do dia. Na semana, registrou queda de 2,88%, maior queda semanal desde o começo de setembro de 2013.

Segundo dados da Bolsa de São Paulo, o giro financeiro ficou em torno de US$ 2,8 bilhões, bem acima da média diária do mês de US$ 1,7 bilhão.


A maior baixa do dólar em seis meses veio após o resultado primário do país surpreender positivamente, mas com investidores ainda de olho na estratégia de intervenções do BC (Banco Central).

O analista da corretora SLW, Pedro Galdi, afirmou que o superávit primário acima do esperado contribuiu para o resultado desta sexta-feira.


— Os dados de superávit primário de hoje foram melhores do que o esperado, então isso deu ao mercado algum alívio de que as coisas podem estar melhorando.

O setor público brasileiro registrou superávit primário de R$ 2,130 bilhões em fevereiro, quando a mediana das expectativas de analistas consultados pela Reuters apontava saldo negativo de R$ 500 milhões. O indicador trouxe uma dose de otimismo, ainda que não tenha mudado as perspectivas de que a meta ajustada de primário deste ano não será cumprida.


Leia mais notícias de Economia e ajuste suas contas

Desde o início do ano, a divisa dos EUA acumula queda de 4,16% ante o real, após subir pouco mais de 15% no ano passado todo. Segundo analistas, o alívio ocorre em função do fluxo cambial positivo diante de juros elevados no Brasil e do cenário menos pessimista no exterior.


Na véspera, o viés de queda se intensificou após pesquisa mostrar recuo na aprovação do governo da presidente Dilma Rousseff, num momento em que os mercados se mostram céticos sobre a condução da política econômica do país. Com isso, furou o nível de R$ 2,30, que alguns analistas acreditavam tratar-se de um piso informal.

"Agora que já passou a preocupação com o rebaixamento do rating brasileiro e a redução das compras de títulos nos Estados Unidos, há muito menos fatores pressionando o dólar para cima. É esperar para ver se o BC está confortável com isso", disse o economista-chefe da corretora BGC Liquidez, Alfredo Barbutti, sem descartar contudo a uma correção no curto prazo.

Ao mesmo tempo, investidores voltaram a atenção para as intervenções do BC e, principalmente, à rolagem dos swaps cambiais, equivalentes a venda futura de dólares, que vencem em abril.

A autoridade monetária vendeu nesta sessão a oferta total de 10 mil swaps em leilão para rolagem. Com isso, já rolou pouco menos de 75% do lote total que vence na terça-feira e equivale a US$ 10,148 bilhões. O BC só tem mais segunda-feira para terminar de rolá-los, mas se mantiver esse ritmo ficarão faltando cerca de 45 mil swaps.

O gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo, falou sobre a queda da divisa norte-americana ante o real.

— Acho que o BC não vai rolar todos os swaps. Essas quedas do dólar dos últimos dias sugerem que não precisa continuar injetando tanta liquidez no mercado.

Seja bombardead@ de boas notícias. R7 Torpedos

Mais cedo, o BC vendeu ainda a oferta total de 4 mil swaps em sua atuação diária, todos com vencimento em 1º de dezembro deste ano e volume equivalente a US$ 198,3 milhões. A autoridade monetária ofertou também contratos para 1º de outubro, mas não vendeu nenhum.

Além disso, aceitou propostas no leilão de venda de até US$ 2 bilhões com compromisso de recompra para a rolagem dos contratos que vencem em 1º de abril. A taxa de recompra, em 2 de junho de 2014, ficou em R$ 2,300509.

O mercado também operou sob expectativa da formação da Ptax de fevereiro, que serve de referência para diversos contratos cambiais, na segunda-feira. Os agentes costumam disputar para influenciar a taxa de forma a favorecer suas posições cambiais.

Moda, esportes, política, TV: as notícias mais quentes do dia

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.