Dólar volta a subir e vale R$ 3,60, maior patamar em quase 2 anos
Nas últimas três semanas, a moeda norte-americana acumulou valorização de 5,54% em relação ao real
Economia|Do R7

O dólar saltou e voltou ao patamar de R$ 3,60 nesta sexta-feira (11), fechando a terceira semana seguida de valorização, com os investidores assumindo posições mais defensivas diante da cena política local, antes da divulgação de nova pesquisa eleitoral.
Na sessão desta sexta-feira, a moeda norte-americana avançou 1,53%, a R$ 3,6008 na venda, renovando o maior nível desde 31 de maio de 2016 (R$ 3,6123). Em três semanas, acumulou valorização de 5,54 por cento, sendo que apenas nessa, subiu 2,18%.
Leia também
Na máxima da sessão, a moeda norte-americana foi a R$ 3,6132. O dólar futuro avançava cerca de 1,5%.
"Os mercados esperam por um candidato/chapa com viés reformista despontando nas pesquisas, o que não aconteceu até o momento", escreveu a Advanced Corretora em relatório.
A poucos meses das eleições presidenciais de outubro, o quadro ainda é bastante incerto. Os mercados financeiros temem que um candidato que eles considerem menos comprometido com o ajuste fiscal possa despontar. O final de semana à frente também contribuiu para a cautela do investidor doméstico, comentaram os profissionais.
Ambiente externo
No mercado externo, o dólar operava em baixa ante uma cesta de moedas, mas caminhava para a quarta semana seguida de valorização, sequência mais longa desde o quarto trimestre de 2016, com os mercados cada vez mais otimistas quanto às perspectivas para a moeda norte-americana nas próximas semanas.
Ante divisas de países emergentes, o dólar operava misto, em queda ante o peso chileno e alta ante o peso mexicano.
"Existe uma trajetória clara de valorização do dólar no mundo. A alta do petróleo sugere inflação e aperto monetário (nos Estados Unidos)", afirmou o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva.
Nas últimas semanas, os mercados globais reagiram diante da percepção de que os juros poderiam subir mais intensamente nos Estados Unidos neste ano em meio ao cenário de inflação e atividade mais fortes.
Juros elevados no país têm potencial para atrair recursos aplicados hoje em praças financeiras consideradas de maior risco, como a brasileira.
BC
O Banco Central brasileiro vendeu, pela sétima sessão, a oferta integral de até 8.900 contratos em swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando US$ 3,115 bilhões do total de US$ 5,650 bilhões que vence em junho.
Se mantiver e vender esse volume diário até o final do mês, o BC terá rolado integralmente os contratos que vencem no mês que vem e colocado o equivalente a US$ 2,8 bilhões adicionais.
















