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Dólar volta a superar R$ 3, de olho nas ações do Banco Central

Moeda norte-americana subiu 0,68% e fechou o dia valendo R$ 3,01

Economia|Do R7

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Giro financeiro da sessão ficou em torno de US$ 917 milhões.
Giro financeiro da sessão ficou em torno de US$ 917 milhões.

O dólar fechou em alta nesta segunda-feira (18), acima de R% 3, pressionado pela renovada alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e por expectativas de que o Banco Central brasileiro aproveite o alívio recente no câmbio para reduzir sua intervenção no mercado.

A moeda norte-americana subiu 0,68%, a R$ 3,0184 na venda, após fechar abaixo de R$ 3 nas duas sessões anteriores. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 917 milhões.


No exterior, o dólar também se fortalecia contra as principais moedas. O euro amargava a maior queda diária ante o dólar em dois meses.

"O grande evento da semana para os emergentes ficará por conta da ata do Fomc", escreveram analistas da Lerosa Investimentos em nota a clientes, lembrando que os últimos indicadores apontam que a economia norte-americana enfrentou dificuldades para ganhar ímpeto no início do segundo trimestre.


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Os números poderiam levar o Fomc a postergar o aumento de juros nos Estados Unidos, embora essa perspectiva esteja longe de ser certa. "Volatilidade cambial deve continuar elevada na medida em que a indefinição persiste", acrescentaram os analistas da Lerosa Investimentos.


A alta dos rendimentos dos Treasuries também corroborou para a valorização do dólar, uma vez que atraía para a maior economia do mundo recursos atualmente aplicados em outros países. "Apesar dos últimos dias de tranquilidade, [os títulos dos EUA] continuam muito voláteis. Isso gera cautela", disse o operador de um banco internacional.

No Brasil, o foco seguiu voltado para o noticiário fiscal, após a presidente Dilma Rousseff se reunir com sua equipe econômica no domingo para discutir os termos do contingenciamento do Orçamento da União. O corte de gastos deve ser divulgado na quinta-feira, afirmou o líder do governo no Congresso, o senador José Pimentel.


Além disso, a queda recente do dólar tem levado alguns investidores a especularem que o BC brasileiro poderia aproveitar a oportunidade para reduzir sua posição em swaps cambiais, possivelmente limitando uma queda adicional da divisa norte-americana.

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"O mercado está olhando de perto o nível de R$ 3. Vai ser difícil furar", afirmou o superintendente de câmbio da corretora Tov, Reginaldo Siaca.

Nesta manhã, o BC vendeu a oferta total de swaps para rolagem dos contratos que vencem em junho. O BC já rolou o equivalente a US$ 4,331 bilhões, ou cerca de 45% do lote total, que corresponde a US$ 9,656 bilhões.

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