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Economia do Brasil terá "recuperação consistente" em 2018, reforça Ilan

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, voltou a afirmar nesta segunda-feira que o cenário para 2018 prevê "recuperação consistente" da economia e com a inflação em direção à meta oficial, mas que também há riscos.

Segundo apresentação preparada para evento em São Paulo, Ilan disse que os riscos envolvem "possíveis efeitos secundários de choques favoráveis e mecanismos inerciais podem produzir trajetória prospectiva da inflação abaixo do esperado", bem como frustração das reformas e reversão do cenário externo benigno.


"O Brasil precisa continuar no caminho de ajustes e reformas para manter a inflação baixa, a queda da taxa de juros estruturais e a recuperação sustentável da economia", afirmou o presidente do BC, segundo a apresentação.

No início deste mês, o BC desacelerou o passo e cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, à nova mínima recorde de 6,75 por cento ao ano, e sinalizou o fim do ciclo de afrouxamento na Selic devido à melhor recuperação da atividade econômica no país. [nL2N1Q50EZ]


Na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, divulgada dias depois, reforçou esse posicionamento, mas também informou que seus membros divergiram sobre qual comunicação deveria ser adotada para a próxima reunião, em março. Enquanto alguns manifestaram preferência por manter "elevado grau de liberdade", outros defenderam sinalizar de modo mais claro o possível fim do ciclo, com liberdade de ação, mas em menor grau.

A conclusão de todos, no fim, foi por indicar o encerramento do ciclo "caso a conjuntura evolua conforme o cenário básico", mas mantendo espaço para queda "moderada" adicional nos juros caso haja alteração nesse quadro.


Com isso, o mercado de juros futuros precificava apostas divididas sobre o próximo passo do BC, em março, entre novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros e manutenção.

Em sua apresentação nesta manhã, Ilan também reforçou que "o cenário internacional encontra-se benigno, mas não podemos contar com essa situação perpetuamente".


Recentemente, os mercados financeiros mundo afora reagiram com volatilidade aos sinais de fortalecimento da economia dos Estados Unidos. O temor é de que o Federal Reserve, banco central do país, possa ser mais duro ao elevar a taxa de juros para enfrentar as pressões inflacionárias.

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(Por Patrícia Duarte)

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