Economista afirma que produtos isentos da sobretaxa dos EUA são ‘o que interessa para eles’
Especialista entende que, no momento, o melhor é acompanhar futuras negociaçõe entre Brasil e Estados Unidos
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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O aumento tarifário imposto pelos Estados Unidos ao Brasil já era esperado pelo governo Lula. Apesar de Washington alegar que Brasília adotou práticas desleais, autoridades permanecem confiantes em relação às futuras negociações.
Carla Beni, economista conselheira do Corecon-SP (Conselho Regional de Economia), entende que, se a medida for realmente implementada, o preço de produtos industrializados nos EUA pode ser afetado. “Eu estou falando ‘se’ porque tudo em relação ao governo americano cabe ao tempo. Eles normalmente dilatam prazos e aí a coisa não é mais ou menos assim”, esclareceu no Conexão Record News desta terça-feira (2).
No momento, Carla acredita que o melhor é esperar pelas novas rodadas de encontros, ainda que a ação já fosse esperada: “Isso já tem mais de um ano que eles estão fazendo, porque várias tarifas vão atingir os prazos agora. A ideia era que esse relatório ficasse pronto e o governo americano tomasse decisões sobre o que ele ia fazer. Se ia continuar sobretaxando ou não”.
Outro fator que não surpreendeu a especialista foi a isenção da taxa para produtos importantes à população norte-americana, como carne, laranja e café. “O que interessa para eles, e que iria causar um aumento de preços interno imediatamente, isso daí foi retirado da lista”.
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