Em abril, indústria paulista teve maior queda desde 2002

Maior parque do país, com 34% da produção nacional, fabricou 23,2% menos em relação a março; 13 dos 15 locais pesquisados apresentaram redução

indústria, pib, empresas, produção, trabalho

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Agência Brasil

A produção industrial de São Paulo teve uma queda de 23,2% em abril, a maior redução desde o início da série histórica da Pesquisa Industrial Mensal Regional, em janeiro de 2002. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (9) pelo IBGE  (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e refletem os efeitos do isolamento social determinado pelo combate à pandemia da covid-19.

“São Paulo concentra aproximadamente 34% da indústria nacional e atinge nessa passagem (de março para abril) a taxa mais intensa de sua série histórica. Os setores que mais influenciaram essa queda foram o de veículos automotores e o de máquina e equipamentos”, explica o analista da pesquisa, Bernardo Almeida.

Venda diária de veículos era 4 vezes maior que toda a produção de abril

É o terceiro mês consecutivo de queda da produção industrial paulistana, acumulando -27,9% no período.

Com a paralisação de diversas unidades de produção, a pesquisa mostrou queda em 13 dos 15 locais pesquisados, na passagem de março para abril, com redução de 18,8% no país (dado divulgado na semana passada).

A queda foi ainda maior em outra regiões pesquisadas: Amazonas (-46,5%), Ceará (-33,9%), Região Nordeste (-29,0%), Paraná (-28,7%) e Bahia (-24,7%)..

A segunda maior influência no resultado nacional foi o Paraná, com queda de 28,7%, acumulando -32,3% em dois meses.

Os únicos dois locais que foram na contramão das quedas foram Pará e Goiás. No primeiro, a atividade industrial cresceu 4,9%, enquanto no segundo a elevação foi de 2,3%.

De março a fevereiro, no entanto, os dois Estados haviam apresentado queda na produção industrial, com queda de 14,4% no Pará e de -2,5% em Goiás. 

Ao anunciar, na semana passada, a queda histórica da indústria brasileira, que encolheu 18,8% em abril, o IBGE explicou que as piores quedas vieram das fábricas de veículos, em decorrência da interrupção da produção; da indústria de couro e calçados; e da fabricação de bebidas.