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Empregados da Mercedes iniciam greve em protesto contra demissões

Empresa no ABC Paulista diz que cortou funcionários pelo desaquecimento do mercado interno

Economia|Da Agência Brasil

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Segundo a montadora, as vendas de caminhões caíram quase à metade no acumulado do ano
Segundo a montadora, as vendas de caminhões caíram quase à metade no acumulado do ano

Os metalúrgicos da fábrica da Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo, iniciaram greve por tempo indeterminado em protesto contra demissões. A decisão foi tomada em assembleia, no início da manhã desta segunda-feira (24), depois que alguns empregados receberam telegramas comunicando que estavam dispensados.

Na semana passada, fracassou uma tentativa de acordo em torno do PPE (Programa de Proteção ao Emprego), que prevê redução de salários com redução da jornada de trabalho. Os trabalhadores resolveram aderir ao programa, mas a situação atingiu um impasse.


A empresa alegou que a alternativa não seria suficiente para contornar os problemas de ociosidade que levaram a um excedente de 2.000 trabalhadores, em função do desaquecimento do mercado interno.

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Segundo a montadora, as vendas de caminhões caíram quase à metade no acumulado do ano, em 45%, e a de ônibus em torno de 30% em relação a igual período do ano passado. Além disso, alega que “não existe nenhuma previsão de recuperação no próximo ano”.


A Mercedes explicou que até o momento tem procurado assumir os custos com o pessoal excedente, exemplificando que por mais de um ano e meio recorreu ao sistema lay-off. Por esse sistema, o empregado fica afastado recebendo os salários, que são pagos meio a meio pela empresa e o governo federal com os repasses do Fundo de Amparo ao Trabalhador.

No entanto, para continuar a manter a estabilidade no emprego, a montadora propôs a reposição parcial da inflação no próximo ano, entre outras medidas. A proposta foi rejeitada pela categoria. A empresa anunciou que vai efetuar cortes de mão de obra a partir do dia 1º de setembro.


O secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores, Sérgio Nobre, disse que a paralisação “será um processo forte de luta e mobilização, até que a empresa revogue a decisão e todos os companheiros voltem a trabalhar”, conforme nota divulgada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo.

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