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Emprego na indústria cai pelo 10º mês seguido, segundo o IBGE

Na comparação com o ano anterior, o emprego industrial registra a 49ª queda consecutiva

Economia|Do R7

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O acumulado nos últimos 12 meses, o indicador assinalou o resultado negativo mais intenso desde o início da série histórica
O acumulado nos últimos 12 meses, o indicador assinalou o resultado negativo mais intenso desde o início da série histórica

O emprego na indústria seguiu, em outubro, a trajetória de queda, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta sexta-feira (18).

Em outubro deste ano, o total do pessoal ocupado assalariado na indústria mostrou queda de 0,7% em relação ao patamar do mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais. Esse foi o décimo resultado negativo consecutivo, acumulando nesse período perda de 6,8%.


Na comparação com igual mês do ano anterior, o emprego industrial mostrou queda de 7,2%, em outubro de 2015, 49º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e o mais intenso da série histórica (dezembro 2000).

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No índice acumulado no ano, o total do pessoal ocupado na indústria assinalou recuo de 5,9%, ritmo de queda mais acentuado do que o observado no primeiro semestre do ano (-5,2%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior.


O acumulado nos últimos 12 meses, ao recuar 5,6% em outubro de 2015, assinalou o resultado negativo mais intenso desde o início da série histórica e manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1,0%).

Setores


No confronto com igual mês do ano anterior, o emprego industrial recuou 7,2% em outubro de 2015, com o contingente de trabalhadores apontando redução nos 18 ramos pesquisados, com destaque para as pressões negativas vindas de meios de transporte (-13,4%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-15,2%), máquinas e equipamentos (-10,1%), produtos de metal (-11,2%), borracha e plástico (-11,0%), alimentos e bebidas (-2,2%), outros produtos da indústria de transformação (-10,6%), vestuário (-7,2%), produtos têxteis (-10,2%), minerais não-metálicos (-8,0%), metalurgia básica (-8,3%), calçados e couro (-5,7%), papel e gráfica (-3,3%), indústrias extrativas (-4,9%) e madeira (-5,0%).

No índice acumulado nos dez meses do ano, o emprego industrial mostrou queda de 5,9%, com taxas negativas nos 18 setores investigados. As contribuições negativas mais relevantes sobre a média nacional vieram de meios de transporte (-10,9%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-13,5%), produtos de metal (-10,6%), máquinas e equipamentos (-7,8%), alimentos e bebidas (-2,4%), outros produtos da indústria de transformação (-9,4%), vestuário (-5,7%), calçados e couro (-7,0%), metalurgia básica (-7,1%), borracha e plástico (-4,1%), produtos têxteis (-5,0%), minerais não-metálicos (-3,8%), papel e gráfica (-3,4%) e indústrias extrativas (-4,6%).

Número de horas pagas acumulou queda de 6,5% no ano

Em outubro de 2015, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, apontou recuo de 0,9% frente ao mês imediatamente anterior, oitava taxa negativa consecutiva, acumulando nesse período perda de 7,1%.

Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral mostrou redução de 0,9% no trimestre encerrado em outubro de 2015 frente ao patamar assinalado no mês anterior e manteve a trajetória descendente iniciada em maio de 2013.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria mostrou redução de 8,1% em outubro de 2015, 29ª taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto e a mais intensa desde o início da série histórica.

O índice acumulado de janeiro a outubro de 2015 mostrou recuo de 6,5%, intensificando o ritmo de queda frente ao fechamento do primeiro semestre do ano (-5,8%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior.

A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de -6,1% em setembro para -6,4% em outubro, assinalou o resultado negativo mais intenso desde o início da série histórica e manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1,0%).

Em outubro de 2015, o número de horas pagas recuou 8,1% no confronto com igual mês do ano anterior, com perfil disseminado de queda, já que 17 dos 18 ramos pesquisados apontaram redução.

Folha de pagamento real recua

Em outubro de 2015, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria ajustado sazonalmente recuou 0,8% frente ao mês imediatamente anterior, quarto resultado negativo consecutivo, acumulando nesse período redução de 5,3%.

No índice desse mês, verifica-se a influência negativa tanto da indústria de transformação (-1,0%), que permaneceu apontando taxas negativas pelo décimo mês seguido, como do setor extrativo (-2,4%).

Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral para o total da indústria assinalou recuo de 1,2% no trimestre encerrado em outubro de 2015 frente ao patamar do mês anterior e prosseguiu com a trajetória descendente iniciada em fevereiro último.

O valor da folha de pagamento real recuou 10,3% no índice mensal de outubro de 2015, décima sétima taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto e a mais intensa desde o inicio da série histórica.

No índice acumulado para os dez meses de 2015, o valor da folha de pagamento real da indústria assinalou redução de 7,1%, ritmo de queda mais elevado do que o observado no primeiro semestre do ano (-6,2%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior.

A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao mostrar redução de 6,6% em outubro de 2015, apontou o resultado negativo mais intenso desde o início da série histórica e permaneceu com a trajetória descendente iniciada em janeiro de 2014 (1,6%).

Na comparação com igual mês do ano anterior, o valor da folha de pagamento real mostrou queda de 10,3% em outubro de 2015, com resultados negativos nos 18 ramos investigados, com destaque para meios de transporte (-15,7%), máquinas e equipamentos (-13,1%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-14,5%), produtos de metal (-15,8%), metalurgia básica (-15,1%), alimentos e bebidas (-4,4%), indústrias extrativas (-11,0%), borracha e plástico (-10,8%), papel e gráfica (-8,8%), outros produtos da indústria de transformação (-13,1%), produtos têxteis (-12,3%), minerais não-metálicos (-7,8%), vestuário (-7,7%), calçados e couro (-10,0%), refino de petróleo e produção de álcool (-7,8%) e produtos químicos (-2,2%).

No índice acumulado nos dez meses de 2015, o valor da folha de pagamento real assinalou redução de 7,1%, com taxas negativas nas 18 atividades pesquisadas, pressionado, principalmente, pelas quedas vindas de meios de transporte (-12,1%), máquinas e equipamentos (-7,0%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-12,3%), alimentos e bebidas (-3,7%), produtos de metal (-11,4%), metalurgia básica (-10,6%), indústrias extrativas (-7,2%), borracha e plástico (-6,6%), outros produtos da indústria de transformação (-9,6%), calçados e couro (-9,6%), papel e gráfica (-4,0%), minerais não-metálicos (-4,1%), produtos têxteis (-6,1%), refino de petróleo e produção de álcool (-6,4%) e produtos químicos (-1,8%).

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