Emprego na indústria tem sexto mês seguido de queda, aponta IBGE
No acumulado dos últimos 12 meses, o total de pessoal diminuiu 4,6%
Economia|Do R7

O emprego na indústria brasileira continua na trajetória de queda iniciada em setembro de 2013. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (19) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no mês de junho deste ano, o total do pessoal ocupado assalariado na indústria mostrou queda de 1,0%, na comparação com o mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais. Esta é a sexta taxa negativa consecutiva, acumulando nesse período perda de 4,1%.
Na comparação com igual mês do ano anterior, o emprego industrial mostrou queda de 6,3% em junho de 2015, quadragésimo quinto resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e o mais intenso desde agosto de 2009 (-6,4%).
Já no acumulado dos últimos 12 meses, ao recuar 4,6% em junho de 2015, o índice de emprego industrial manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1,0%).
Setores
No confronto com igual mês do ano anterior, o emprego industrial recuou 6,3% em junho de 2015, com o contingente de trabalhadores apontando redução nos 18 ramos pesquisados, com destaque para as pressões negativas vindas de meios de transporte (-11,4%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-13,9%) e produtos de metal (-11,8).
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Número de horas pagas cai 0,6% em junho
Em junho deste ano, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, apontou recuo de 0,6% frente ao mês imediatamente anterior, quarta taxa negativa consecutiva, acumulando nesse período perda de 3,4%.
O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria mostrou redução de 6,3% no índice mensal de junho de 2015, 25ª taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto. Nas comparações contra iguais períodos do ano anterior, o número de horas pagas recuou tanto no fechamento do segundo trimestre de 2015 (-6,3%), como no índice acumulado dos seis primeiros meses do ano (-5,8%).
A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de -5,1% em maio para -5,3% em junho, manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1,0%).
Em junho de 2015, o número de horas pagas recuou 6,3%, no confronto com igual mês do ano anterior, com perfil disseminado de queda, já que 17 dos 18 ramos pesquisados apontaram redução.
Segundo o IBGE, os dados mostram que o total do pessoal ocupado assalariado e o número de horas pagas na indústria permaneceram com o comportamento de menor intensidade, com o primeiro apontando o sexto resultado negativo consecutivo no confronto com o mês imediatamente anterior; e o segundo registrando o quarto mês em sequência de queda nesse mesmo tipo de comparação.
Vale destacar que esses resultados refletem, especialmente, a diminuição de ritmo que marca a produção industrial desde o último trimestre de 2013, com redução de 10,2% desde outubro de 2013.
Folha de pagamento real recua 6,1% no primeiro semestre
Em junho de 2015, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria ajustado sazonalmente avançou 1,3% frente ao mês imediatamente anterior, após assinalar dois meses consecutivos de taxas negativas, período em que acumulou redução de 4,7%.
No índice desse mês, verifica-se a influência positiva do setor extrativo (31,2%), em função do pagamento de participação nos lucros e resultados em importante empresa do setor, uma vez que a indústria de transformação (-1,1%) permaneceu apontando taxas negativas pelo sexto mês seguido.
O valor da folha de pagamento real recuou 7,1% no índice mensal de junho de 2015, 13ª taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto. Nas comparações contra iguais períodos do ano anterior, o valor da folha de pagamento real recuou tanto no fechamento do segundo trimestre de 2015 (-7,5%), como no índice acumulado dos seis primeiros meses do ano (-6,1%).
A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao mostrar redução de 4,7% em junho de 2015, apontou o resultado negativo mais intenso desde novembro de 2003 (-5,0%) e permaneceu com a trajetória descendente iniciada em janeiro de 2014 (1,6%).
Na comparação com igual mês do ano anterior, o valor da folha de pagamento real mostrou queda de 7,1% em junho de 2015, com resultados negativos em 15 dos 18 ramos investigados, com destaque para meios de transporte (-17,4%), alimentos e bebidas (-6,3%), máquinas e equipamentos (-10,2%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-14,7%), metalurgia básica (-13,5%), borracha e plástico (-11,4%), produtos de metal (-11,9%), produtos químicos (-4,3%), outros produtos da indústria de transformação (-8,7%), calçados e couro (-8,4%), minerais não-metálicos (-3,3%) e produtos têxteis (-3,6%).
Por outro lado, indústrias extrativas (18,2%) e refino de petróleo e produção de álcool (15,9%) apontaram as principais contribuições positivas no total da indústria, com ambas influenciadas pelo pagamento de participação nos lucros e resultados em importante empresa desses setores.















