Emprego recua e desemprego sobe, diz indicador de mercado de trabalho
Dados confirmam desaquecimento do mercado de trabalho para próximos meses, afirma FGV
Economia|Do R7

Dois indicadores do mercado de trabalho divulgados nesta quinta-feira (12) pela FGV (Fundação Getulio Vargas) mostram a percepção de desaquecimento do mercado de trabalho para os próximos meses.
O IAEmp (Indicador Antecedente de Emprego) recuou 4,3% em fevereiro, atingindo 71,0 pontos, o menor nível da série iniciada em abril de 2009. Em janeiro, o índice havia caído 2,4% e em dezembro de 2014, avançado 2,0%.
O ICD (Indicador Coincidente de Desemprego), por sua vez, avançou 1,2% em fevereiro, atingindo 78,0 pontos e mantendo a tendência de alta iniciada em 2014. O resultado sinaliza piora do mercado de trabalho em fevereiro.
Segundo o pesquisador da FGV/IBRE Rodrigo Leandro de Moura, os resultados apontam que a redução do emprego deve continuar no primeiro trimestre do ano, principalmente pela piora nas expectativas de trabalhadores e empresas em relação ao mercado de trabalho.
— Adicionalmente, a piora na percepção dos negócios, principalmente no setor de serviços intensivos em mão de obra, deve contribuir também para elevação das demissões e, consequentemente, do desemprego, nos próximos meses.
Dados
O quesito que mede a expectativa dos consumidores em relação à disponibilidade de emprego no futuro foi o que mais contribuiu para a forte queda do IAEmp neste mês, ao variar -13,2% na margem. A percepção da tendência dos negócios para os próximos meses da Sondagem do Setor de Serviços veio a seguir, com variação de -5,3%.
O IAEmp é construído como uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, tendo capacidade de antecipar os rumos do mercado de trabalho no país.
O ICD é construído a partir de dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, do quesito da Sondagem do Consumidor que capta a percepção do entrevistado a respeito da situação presente do mercado de trabalho.
Desse modo, o indicador capta puramente a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, sem refletir, por exemplo, a diminuição da procura de emprego motivada por desalento.















