Entenda como a desigualdade salarial entre homens e mulheres prejudica a economia
Estudo alemão mostra que colaboradores ainda têm mais facilidade em negociar aumentos se comparados a colaboradoras
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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Um estudo feito na Alemanha mostrou que os homens têm mais facilidade de negociar aumentos de salário, especificamente ao usar ofertas de emprego como estratégia para engordar os ganhos em trabalhos atuais. Segundo o levantamento, é possível que isso seja um problema para combater a disparidade salarial entre gêneros na União Europeia.
No Brasil, a diferença salarial entre homens e mulheres é de 21%, de acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego. Por aqui, ainda se soma à luta das mulheres um desafio adicional: a tripla jornada de trabalho. Muitas brasileiras são obrigadas a conciliar um trabalho externo, remunerado, com os afazeres domésticos e o cuidado com os membros da família.

“Você tem muitas mulheres que têm um excelente nível profissional, um conhecimento técnico muito grande, só que, como boa parte das mulheres brasileiras têm uma dupla ou tripla jornada, que são os filhos, tomar conta da casa, isso ainda algumas empresas pecam em contratar as mulheres por um valor menor do que seus parceiros homens”, diz Rodrigo Simões, professor da Faculdade do Comércio, em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (20).
O especialista destaca que a disparidade salarial, além de uma grande injustiça, é prejudicial à economia como um todo. “Se a gente conseguisse pagar as mulheres na mesma proporção que pagamos os profissionais homens, seria adicionado mais de R$ 90 bilhões na economia. Isso seria um efeito muito positivo no consumo, no crescimento do país e principalmente para a renda pessoal dessas famílias.”
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