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Economia cresce 0,7% em maio, puxada por consumo das famílias, aponta FGV

Apesar do resultado, indicador em 12 meses mostra desaceleração, afetada pela queda nas exportações e nos investimentos

Economia|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A economia brasileira cresceu 0,7% de abril para maio, acumulando alta de 1,9% no trimestre móvel até maio.
  • O consumo das famílias foi o principal motor do crescimento econômico, com aumento de 3,3% no trimestre até maio.
  • Apesar do crescimento, há sinais de desaceleração, com quedas nas exportações e nos investimentos.
  • A taxa de investimento em maio foi de 18,6%, enquanto o PIB acumulado até maio é estimado em R$ 5,466 trilhões.

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Segundo o levantamento da FGV, o consumo das famílias cresceu 3,3% no trimestre até maio Rafa Neddermeyer/Agência Brasil - Arquivo

A economia brasileira cresceu 0,7% na passagem de abril para maio. No trimestre móvel terminado em maio, a alta é de 1,9% na comparação com o mesmo período de 2025. Com esse desempenho, a variação positiva acumulada no período de 12 meses fica em 1,7%.

Os dados fazem parte do Monitor do PIB, estudo mensal elaborado pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação Getulio Vargas), divulgado nesta segunda-feira (20).


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A pesquisa faz estimativas sobre o comportamento do PIB (Produto Interno Bruto), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, com base em dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária.

O resultado de maio retoma a trajetória positiva na comparação entre meses imediatamente seguidos, após recuo em abril e estabilidade em março.


Confira o comportamento do ano mês a mês:

  • Maio: 0,7%
  • Abril: -0,1%
  • Março: 0%
  • Fevereiro: 0,5%
  • Janeiro: 0,7%

Perda de fôlego

Apesar da retomada de crescimento em maio, o indicador de 12 meses (1,7%), que mostra uma visão de retrovisor de mais longo prazo, aponta desaceleração, ou seja, perda de força. Em março deste ano, a variação era de 3%. Em maio do ano passado, 3,8%.


Ao apresentar os resultados, a FGV destaca que o consumo das famílias cresceu 3,3% no trimestre até maio, chegando ao maior patamar desde o quarto trimestre de 2024, quando avançou 4%. Desse desempenho, mais de 60% vieram do consumo de serviços e de bens duráveis.

A economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, destaca que o consumo das famílias foi o grande responsável pelo desempenho positivo da economia. No entanto, ela aponta algumas “fragilidades” no resultado do PIB brasileiro.


“O crescimento da agropecuária vem após sequência de retrações. A estabilidade industrial mostra perda de fôlego do setor e apenas os serviços mostraram resultado um pouco melhor que a média geral do início do ano”, analisa.

Para a especialista, a concentração do crescimento no consumo das famílias mostra dependência desse componente, uma vez que as exportações e os investimentos apresentaram quedas.

“Com isso, conclui-se que, embora a economia siga em crescimento, há alguns sinais importantes de arrefecimento que começam a aparecer no resultado”, alerta.

Setores em destaque

As exportações tiveram crescimento de 4,3%, o menor desde o segundo trimestre de 2025 (2,1%).

“As exportações da [indústria] extrativa mineral registram crescimento significativamente inferior ao que vinha apresentando desde o início do ano, o que explica a redução do crescimento das exportações”, destaca o acompanhamento.

As importações cresceram 8,9%, terceiro trimestre móvel seguido de alta.

A chamada FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo), indicador que mede o investimento na economia, como compras de máquinas e equipamentos, teve expansão de 2% no trimestre móvel. Foi a segunda expansão depois de recuo nos quatro trimestres móveis imediatamente seguidos.

O estudo estima que a taxa de investimento da economia em maio foi de 18,6%, a segunda maior do ano, perdendo apenas para fevereiro (19,2%).

De acordo com a FGV, em termos monetários, o PIB acumulado até maio, em valores correntes, é estimado em R$ 5,466 trilhões.

Resultado oficial

O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetro da economia brasileira. Outro levantamento é o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) do Banco Central, divulgado na sexta-feira (17), que indicou expansão de 0,1% na passagem de abril para maio e de 1,4% em 12 meses.

O resultado oficial do PIB é apresentado trimestralmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A última divulgação foi no fim de maio — na ocasião, o documento apontou uma alta de 1,1% no primeiro trimestre de 2026.

A próxima divulgação, referente ao segundo trimestre de 2026, ocorrerá no dia 1º de setembro.

Previsão do BC

O relatório Focus desta semana — sondagem do BC (Banco Central) com instituições do mercado financeiro — estima que a economia brasileira vai terminar 2026 com alta de 1,99%. A previsão do Ministério da Fazenda é variação de 2,3%.

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