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Entenda como ‘efeito cascata’ das ameaças de Trump ao Irã impacta a economia brasileira e mundial

Ricardo Buso analisa flutuações no preço do petróleo e as consequências globais do comprometimento da infraestrutura iraniana

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ameaças de Trump ao Irã causam flutuações no preço do petróleo, que atingiu US$ 110.
  • Inseguranças afetando a economia global geram um 'efeito cascata' em diversos setores.
  • Custos de transporte estão subindo, impactando diretamente o agronegócio.
  • A meta de inflação brasileira já ultrapassa a margem de tolerância, aumentando preocupações econômicas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A possibilidade de um ataque às infraestruturas petrolíferas iranianas é o que tem mexido com o preço do barril nas últimas semanas, afirma o economista Ricardo Buso em entrevista ao Conexão Record News. Nesta segunda-feira (6), o valor de referência atingiu os US$ 110.

Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar atacar pontes e usinas de energia se o país persa não interromper os ataques contra navios que tentam cruzar o estreito de Ormuz, resta a insegurança para a economia global. Segundo o especialista, essas flutuações do preço do petróleo provocam um “efeito cascata” que atinge os mais diversos setores.


“Quando a gente pensa em impactos na inflação, nós temos dois grupos principais sob ataque. Naturalmente, o custo de transporte dispara”, pontua. Com isso, cresce o custo para transportar mercadoria, o que impacta diretamente a indústria do agronegócio. “Vamos lembrar que o agro são produtos que se ganha no volume, são produtos de baixo valor agregado e qualquer mudança substancial no custo de produção reflete na hora.”

Na própria produção, destaca Buso, a dependência de máquinas a combustível compromete ainda mais a situação. O economista lembra da meta inflacionária de 3% ao ano, com margem até 4,5%. “A última Pesquisa Focus, que foi divulgada hoje, já está em 4,36%, e antes do conflito, estava em 3,91%. [...] temos que tomar cuidado que já estamos na margem de tolerância e pode explodir de novo”, conclui.

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