Entenda por que o imposto sobre exportação de petróleo gera incômodo no setor privado
Camex prorrogou a tarifa de 12% de exportação do combustível, que será estendida por mais 60 dias a partir de setembro
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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A Camex (Câmara do Comércio Exterior) prorrogou o imposto sobre exportação do petróleo. A tarifa de 12% vai ser estendida por mais 60 dias a partir de setembro, segundo informação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
O imposto foi criado por meio de uma medida provisória, editada em março pelo presidente Lula, para compensar a redução de tributos federais sobre o diesel — medida adotada pelo governo para amenizar os impactos da alta internacional dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio.
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Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (28), o professor de economia Paulo Feldmann explica que a decisão gerou incômodo entre exportadores de petróleo e gás. “A Petrobras é a mais importante, mas a Petrobras tem menos de 40% do mercado total. Os outros exportadores, boa parte de empresas privadas internacionais que atuam no Brasil, ficaram incomodados com esse imposto.”
Segundo o docente, “é uma discussão complexa, porque teoricamente o governo pode lançar mão de impostos em determinados momentos em que ele considera necessário, que foi o que aconteceu”.
“Há um litígio que eu tenho a impressão de que será resolvido dentro da Câmara de Comércio Exterior, porque não é conveniente continuar com essa discussão. E as partes envolvidas, tanto o governo via Petrobras quanto os outros exportadores privados, vão sentar, negociar e chegar a um acordo”, ressalta.
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