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EUA vão ouvir empresas, associações e governos antes de sobretaxar o Brasil

Audiência pública vai discutir tarifas de 25% sobre produtos brasileiros; economista Rodrigo Simões analisa

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os EUA realizarão uma audiência pública para discutir a imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
  • Rodrigo Simões, economista, afirma que é comum os EUA consultarem importadores e exportadores antes de aplicar tarifas.
  • A sobretaxa pode tornar os produtos brasileiros mais caros para consumidores americanos, reduzindo as exportações do Brasil.
  • O Brasil busca abrir novos mercados para compensar possíveis perdas nas exportações para os EUA.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

As inscrições para a audiência que determinará o futuro do tarifaço de Donald Trump sobre produtos brasileiros se encerram nesta segunda (22). Antes de tomar a decisão final de impor uma taxa de 25% sobre os produtos brasileiros, o governo dos Estados Unidos realizará uma consulta pública com empresas, associações e governos. Caso seja aprovada, a nova tarifa entrará em vigor no dia 15 de julho. Por meio de negociações, o governo brasileiro busca reverter a decisão.

Rodrigo Simões, economista e professor da Faculdade do Comércio, afirma que é comum a prática do governo dos EUA de ouvir importadores e exportadores americanos antes de aplicar determinadas tarifas. Ele acredita que o público consultado pode discordar da sobretaxa proposta por Donald Trump.


“Isso é muito comum, de ouvir [as entidades afetadas pelas tarifas], mas não significa que vai acatar. Porque o que aconteceu muito de 2024 e 2025 para cá com essa questão das tarifas: a população americana tem questionado muito sobre esse tarifaço que o próprio presidente aplicou e também o empresariado americano”, explica.

Rodrigo apresenta um pano de fundo para entender a situação: o objetivo dos Estados Unidos é obter mais lucros por meio de impostos de exportação para assegurar a reindustrialização do país. Do ponto de vista brasileiro, o Banco Central adota um papel de regulador e operador do sistema financeiro do Pix, sistema que eliminou uma parte significativa das comissões e da receita das empresas americanas.


O professor chama a atenção para um efeito prejudicial no Brasil: devido a essa tarifa de importação, os produtos brasileiros se tornam mais caros para os consumidores americanos, o que resulta em uma redução nas compras de produtos brasileiros pelo mercado dos Estados Unidos.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços tem trabalhado para estabelecer novas conexões e abrir novos mercados para compensar uma possível perda ao exportar para os Estados Unidos. “No comércio global, é o que faz os países se equilibrarem. O que ele vende melhor, ele exporta, e o que ele não consegue produzir, ele importa”. Rodrigo afirma que as tarifas no comércio internacional são prejudiciais para as relações, representam um retrocesso econômico e são uma prática que não faz mais sentido no mundo atual.


Com essa tarifa, a intenção é desvalorizar o dólar, permitindo que os Estados Unidos produzam internamente para abastecer o mercado interno e exportar. “É muito melhor trabalhar com uma economia aberta, comprando o que você não tem e exportando o que você tem de melhor do que brigar com tarifas”, conclui o economista.

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