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Ministério detalha setores mais afetados em caso de taxação pelos Estados Unidos

Tarifa ameaça 21% das exportações aos EUA e atinge bens da indústria, como máquinas e equipamentos de valor agregado

Brasília|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo dos EUA propôs taxar em 25% produtos brasileiros, afetando 21% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano.
  • Setores de máquinas e equipamentos, que possuem alto valor agregado, seriam os mais prejudicados, impactando empregos e renda.
  • O ministro Mário Elias Rosa afirmou que o Brasil não negociará questões de soberania nacional, como o Pix, em resposta à proposta tarifária dos EUA.
  • O ministro criticou ações que dificultam o diálogo entre Brasil e EUA, mencionando o senador Flávio Bolsonaro e sua proposta de classificar facções brasileiras como terroristas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministro Márcio Rosa, do MDIC: medida dos EUA traz 'muito prejuízo para emprego, renda, indústrias' Rovena Rosa/Agência Brasil - Arquivo

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, listou, nesta terça-feira (2), os setores produtivos que correm risco caso a proposta do governo dos Estados Unidos de taxar em 25% os produtos brasileiros venha a ser implementada.

“Os setores mais atingidos seriam os de máquinas, os equipamentos, que têm valor agregado. E traz muito prejuízo, como disse o vice-presidente [Geraldo Alckmin], para emprego, para renda, para as indústrias”, destacou.


De acordo com o ministro, a decisão tarifária ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

Veja a lista dos setores mais expostos:


  • Máquinas e equipamentos industriais;
  • Produtos de plástico;
  • Calçados;
  • Produtos de madeira, como esquadrias;
  • Papel cartão;
  • Ferro fundido;
  • Peixes e crustáceos.

A declaração do titular do MDIC foi dada em Brasília, ao lado do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e do ministro da Fazenda, Dario Durigan, para dar resposta sobre como o governo federal reagirá ao relatório do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos). O documento foi emitido nesta segunda-feira (1º) e propõe tarifa adicional de 12,5%.

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Soberania

O ministro Márcio Rosa foi taxativo ao dizer que não haverá retrocesso em temas relativos à soberania nacional, por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E, por isso, o Pix não entra na pauta de negociações do Brasil.


“[O Pix] não está na mesa de negociação, não há hipótese para isso. Nós vamos, sempre que possível, demonstrar não apenas para o governo norte-americano, mas também para o povo brasileiro, qual é a linha de esclarecimento e de defesa do Brasil”, disse.

O ministro criticou quem prejudica o avanço do diálogo entre Brasília e Washington. “Toda vez que a gente avança, surge um complicador, alguém para dificultar o diálogo e, muitas vezes, há uma ameaça de retrocesso”, declarou.


Márcio Rosa mencionou diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que teve agenda na Casa Branca, na última semana. Para o ministro, o movimento do parlamentar para classificar as facções CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) como terroristas pelos Estados Unidos acaba comprometendo os trabalhos realizados pelas autoridades brasileiras.

“Ele [senador Flávio Bolsonaro] acaba por produzir um resultado que contraria a ação das nossas polícias, por exemplo, da Polícia Federal, que mantém relação de atuação cooperada e conjugada com as autoridades norte-americanas”, frisou.

O ministro salientou que o próprio presidente Lula já apresentou ao correspondente norte-americano a proposta brasileira de combate à corrupção. “É importante que nós fiquemos com muita transparência, esclarecendo o posicionamento do Brasil pela defesa, única e exclusivamente, dos interesses do povo brasileiro”, afirmou.

Canais de diálogo

O ministro Márcio Rosa lembrou que o Brasil mantém canais abertos permanentes, desde que o presidente Lula esteve reunido com o presidente dos EUA, Donald Trump.

Desde então, o governo brasileiro teria participado de, ao menos, quatro reuniões formais recentes com o USTR — a última em 28 de maio, estendendo-se a discussões técnicas até a manhã do dia seguinte.

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