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Expedição científica brasileira encontra novos indícios de minerais críticos no Atlântico

‘Esse minério é do Brasil? Não automaticamente’, ressalta especialista; entenda

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Expedição do Serviço Geológico do Brasil encontra indícios de minerais críticos no Atlântico, incluindo cobre, zinco, ouro e prata.
  • Descoberta em águas internacionais próximas ao Brasil requer análises adicionais para confirmar potencial mineral.
  • Especialista Daniel Teles destaca importância dos minerais para a transição energética e tecnologia, mas ressalta que a exploração não é automaticamente do Brasil.
  • Desafios incluem infraestrutura e diplomacia, com regulamentação sob a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Durante uma expedição científica do Serviço Geológico do Brasil, foram encontrados novos indícios de minerais críticos no fundo do oceano Atlântico. As áreas encontradas são potenciais para depósitos de cobre, zinco, ouro e prata.

A investigação aconteceu ao longo de 29 dias em águas internacionais e perto dos limites marítimos brasileiros. Mas, apesar dos indícios, ainda serão necessárias análises complementares para confirmar a atividade hidrotermal e determinar o potencial mineral da região.

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Durante o Conexão Record News desta sexta (23), o especialista em contas públicas Daniel Teles explica a importância da descoberta para a economia brasileira. “Porque isso realmente importa? Importa por isso: transição energética, uma demanda por tecnologia; esses minerais são importantes, por exemplo, na composição de chips. Hoje você não vê mais um carro saindo de uma concessionária com pouca tecnologia embarcada. Existem milhares de chips ali dentro de máquinas e automação, por aí vai. Computadores cada vez mais demandando sobre isso. E o processamento da inteligência artificial, as memórias, processadores demandam, na sua fabricação, esses minerais raros”.

Porém, Teles ressalta que ainda há um longo caminho pela frente, até mesmo para a comprovação de que essas reservas naturais podem ser exploradas pelo país. “A primeira pergunta que pode vir é: ‘esse minério é do Brasil?’ Não é automaticamente. [...] Existem algumas regras de regulamentação, e isso não viria automaticamente para o Brasil. Não existe ainda um prazo para começar essa exploração e essa mineração. [...] Pelo fato de estar em águas internacionais, a regulação é da ISA [Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos]; o Brasil pode entrar com um requerimento para ter os direitos de exploração se o governo decidir que isso pode ser interessante”, enfatiza.

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O especialista ainda aponta os desafios que essa nova realidade demanda ao país, tanto do ponto de vista de infraestrutura como da diplomacia.

“Vai demandar, principalmente, um esforço muito grande, primeiro, de a gente ser capaz o suficiente de ter a infra necessária para poder fazer essa exploração [...]. O interesse internacional é muito grande porque, verdade seja dita, o Brasil tem componentes importantes para a infra de um mundo que está mudando [...]. Nós não temos toda a cadeia de produção e a cadeia de processamento”, finaliza.

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