Falta de chuva em abril prejudicou as vendas no setor de material de construção
Balanço registrou queda de 7% na comparação com março. Venda de tintas caiu 5%
Economia|Juca Guimarães, do R7

A falta de chuvas no mês passado foi apontada como uma das causas para o agravamento da crise no setor de material de construção. Pesquisa feita entre os lojistas apontou queda de 7% nas vendas em abril na comparação com março. Em relação a abril de 2015, quando choveu um pouco mais, a queda é de 2%.
“Tradicionalmente, abril não é um bom mês para o setor, mas tivemos o mês com menos chuvas em 16 anos. As chuvas atrapalham quando estão acontecendo, obrigando o consumidor a adiar as obras, mas a falta delas também prejudica o nosso setor, pois acaba gerando menos manutenção ou estragos e, consequentemente, menos demanda por obras”, disse Cláudio Conz, presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção).
Leia mais notícias de Economia
Nos últimos 12 meses, a queda acumulada nas vendas do setor de construção ficou em 6%. Em abril, a região Centro-Oeste foi a que apresentou melhor resultado no mês, com crescimento de 2% sobre março. Já as demais regiões retraíram com diferentes índices. No Nordeste, a queda foi de 5%, seguida pelo Norte, que teve desempenho negativo de 7%. As regiões Sudeste e Sul apresentaram as maiores retrações: -9% e -10%, respectivamente.
A economia e as incertezas do cenário político também contribuíram para a queda nas vendas do setor. "Toda vez que temos um cenário como o atual, as pessoas tendem a segurar novos investimentos e a evitar gastos, com medo do futuro incerto. O bolso do consumidor é um só e nele nós concorremos com diversos outros setores, como alimentos, vestuário, eletroeletrônicos. Sempre digo que obra é uma coisa que as pessoas precisam planejar. Ninguém acorda de manhã com vontade de comprar azulejo", disse Conz.
A pesquisa da Anamaco analisou dados de vendas de 530 lojas em todas as regiões do país. Entre os itens pesquisados, a telha de fibrocimento foi a que apresentou maior queda no mês (-7%) seguida de louças sanitárias (-6%), tintas (-5%) e revestimentos cerâmicos (-5%). Fechaduras, ferragens e metais sanitários não apresentaram variação com relação ao mês anterior.















