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FCStone vê safra de soja do Brasil em 116,5 mi t e exportação recorde de milho

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - Com a colheita praticamente finalizada, a safra de soja 2018/19 do Brasil deve alcançar 116,5 milhões de toneladas, um aumento de 0,6 por cento ante a previsão anterior, disse nesta sexta-feira a INTL FCStone, que também aposta em exportação recorde de milho.

A revisão para cima ocorre após a regularização climática a partir de fevereiro, que beneficiou lavouras de soja no Rio Grande do Sul, no Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e em partes do Centro-Oeste, compensando parcialmente as perdas no Paraná e em Mato Grosso do Sul por causa da estiagem.

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"Esse aumento da produção da oleaginosa foi motivado pela revisão da produtividade em Goiás, que passou de 3,2 para 3,41 toneladas por hectare, levando a produção do Estado para 11,7 milhões de toneladas", destacou a consultoria em relatório.

Ainda assim, a safra de soja estimada pela consultoria ficaria aquém do recorde de 119,3 milhões de toneladas de 2017/18 e do potencial esperado na fase de plantio, de mais de 120 milhões.

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A INTL FCStone não mexeu em sua projeção para exportações de soja do Brasil em 2018/19, mantendo-a em 71,5 milhões de toneladas, versus históricos 84 milhões no ano passado.

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MILHO

A consultoria também elevou consideravelmente sua perspectiva para a safra de milho 2018/19 do Brasil, a 96,8 milhões de toneladas, segundo maior volume da história, de 94,4 milhões no relatório de abril.

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O aumento é puxado pela segunda safra, já plantada e com colheita esperada para este mês. Beneficiada por um tempo favorável, a chamada safrinha deve alcançar 68,5 milhões de toneladas, de 66,4 milhões na perspectiva anterior.

"Além do plantio mais cedo do milho safrinha, o clima foi e continua sendo bastante favorável ao desenvolvimento das lavouras. Assim, caso esse nível de produção seja confirmado, configurará um recorde de produção no inverno", destacou no relatório a analista de mercado da INTL FCStone Ana Luiza Lodi.

Com a oferta elevada do cereal, as exportações têm espaço para alcançar níveis recordes, estimadas atualmente pela consultoria em 32 milhões de toneladas.

"Contudo, destaca-se que a competição no mercado exportador deve ser acirrara, com Argentina e Ucrânia, além dos Estados Unidos", ponderou a INTL FCStone.

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(Por José Roberto Gomes)

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