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Filé-mignon, passagens aéreas e cigarro são os vilões da inflação em 12 meses

Após deflação em agosto, IPCA sobe e fecha em 0,82% em setembro; alimentos representam 16 dos 20 itens com maior alta no ano

Economia|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O IPCA registrou alta de 0,82% em setembro, após deflação em agosto.
  • Passagens aéreas, filé-mignon e cigarro foram os principais responsáveis pela inflação em 12 meses.
  • Dos 20 itens com maior alta, 16 são alimentos, segundo o IBGE.
  • O IPCA acumulou alta de 3,95% no ano e 4,58% nos últimos 12 meses.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Passagens aéreas tiveram a maior elevação entre os itens considerados pelo IBGE, com alta de 42,52% Rovena Rosa/Agência Brasil - Arquivo

Após a deflação registrada em agosto, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) voltou a subir em setembro e fechou em 0,82%. Dados recentes divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (9) mostram que as passagens aéreas, o filé-mignon e o cigarro foram os vilões da inflação em 12 meses, liderando as altas e puxando o resultado para cima de forma persistente no período.

As passagens aéreas tiveram a maior elevação entre os itens considerados, com alta de 42,52%. Já o filé-mignon avançou 24,8% e o cigarro, que também teve impacto significativo no mês de setembro, acumula uma alta de 22,24%.

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📌 ​Inflação é o aumento dos preços de bens e serviços, o que resulta na diminuição do poder de compra da moeda do país. Esse indicador é verificado pela variação do custo de uma série de itens considerados no cálculo do IPCA, índice oficial analisado pelo IBGE.

Alimentos lideram altas

Dados do instituto mostram que, dos 20 itens com maior alta acumulada em 12 meses, 16 são alimentos. Os demais incluem passagem aérea, cigarro, fumo e joias.

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Entre aqueles que registraram deflação no período, estão o abacate (-23,44%), o café moído (-17,8%), a carne de porco (-8,33%) e a máquina de lavar roupa (-0,46%).

📌A deflação ocorre quando há uma queda generalizada e consistente nos preços de bens e serviços em determinado período.

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Acumulado do ano

No ano, o IPCA acumula alta de 3,95% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,58%, acima dos 4,22% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2025, a variação havia sido de 0,48%.

Em setembro, a alta se deu, principalmente, pelo fim do efeito do Bônus de Itaipu, relacionado ao crédito concedido na conta de luz no mês de agosto por conta do resultado positivo na comercialização da energia da Usina Hidrelétrica de Itaipu.

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