Fim da escala 6x1: governo precisa ajudar empresários com menos recursos, diz economista
Segundo Nelson Marconi, negócios com menor capacidade de investir em tecnologia podem enfrentar mais dificuldades de adaptação
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
A redução da jornada de trabalho exigirá que empresas reorganizem processos produtivos, revejam turnos e, em alguns casos, alterem os horários de funcionamento para evitar o aumento dos custos com horas extras. O economista Nelson Marconi, da FGV (Fundação Getulio Vargas), analisou os desafios de adaptação para setores como comércio, hotelaria, transporte aéreo e alimentação.
“As empresas vão ter que adequar, tanto a própria jornada, horas de trabalho, vão ter que pensar em mudanças nos processos de trabalho, vão ter que, talvez, reordenar turnos e fazer o máximo possível para não pagarem horas extras”, afirmou no Jornal da Record News desta quinta-feira (15).

Segundo Marconi, empresas menores e negócios com menor capacidade de investir em tecnologia podem enfrentar mais dificuldades para se adaptar às mudanças. Para o economista, a implementação poderia ocorrer de forma gradual, com prazos diferentes conforme o setor e o porte das empresas.
“Uma empresa, que eu digo, não um microempresário, porque o microempresário está fora, mas uma empresa que tenha poucos funcionários, ela vai ter um problema maior para se adaptar a essa nova jornada do que uma empresa que tenha muitos funcionários”, disse.
Veja Também
O economista também afirmou que a redução da jornada não implica na queda de produtividade. Segundo ele, mudanças nos processos de trabalho e investimentos em equipamentos e tecnologia podem melhorar os resultados, enquanto o aumento do tempo de descanso tende a favorecer o bem-estar dos trabalhadores.
Marconi também defendeu as medidas de apoio aos empresários com menos recursos para modernizar suas operações. “Os empresários que têm menos recursos é que vão ser os mais penalizados. E aí, sim, é que é importante o governo ajudar e abrir, talvez, uma linha de crédito, pensar em algumas medidas que possam ajudar esse empresário que hoje tem menos recursos para poder investir nesse processo de modernização”, afirmou.
Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!



















