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FMI diz que recuperação da Itália é frágil e precisa de reformas

Economia|Do R7

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ROMA (Reuters) - A recuperação econômica da Itália continua frágil e o governo de Matteo Renzi precisa adotar medidas rápidas para aumentar o crescimento potencial do país e reduzir a dívida, informou o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta terça-feira.

Nas conclusões escritas após visita à Itália, o FMI pediu que o governo realize um aperto orçamentário para registrar superávit fiscal modesto no próximo ano e que bancos italiano intensifiquem os esforços para reduzir a inadimplência.

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"A recuperação continua frágil e o desemprego, alto demais, destacando a necessidade de ações corajosas e rápidas", informou o FMI no documento.

A economia italiana contraiu 0,1 por cento no primeiro trimestre, após emergir de dois anos de recessão no fim de 2013.

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Renzi, que substituiu Enrico Letta como premiê em fevereiro, prometeu uma série de reformas na terceira maior economia da zona do euro e em seu sistema político, mas poucas de suas ambições foram implementadas até agora.

Ele busca flexibilidade orçamentária da União Europeia para ser capaz de gastar mais em investimentos para regenerar a economia, que tem exibido desempenho fraco há mais de uma década e enfrenta desemprego acima de 12 por cento.

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O governo atualmente projeta que o déficit orçamentário caia a 2,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, após bater no teto de 3 por cento da UE em 2012 e 2013.

Em termos estruturais, ajustados para os efeitos dos ciclos econômicos, o governo projeta déficit de 0,6 por cento do PIB neste ano e 0,1 por cento em 2015.

O FMI pediu consolidação mais ambiciosa, afirmando que "um superávit orçamentário modesto no próximo ano seria apropriado para reduzir a dívida mais rapidamente -- e isso seria melhor realizado de forma suave, para evitar um ajuste forte".

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