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Galípolo cita guerra e diz que conservadorismo do BC em 2025 deu gordura para observar momento atual

Presidente do Banco Central também salientou o crescimento expressivo de concessões de crédito a partir de novo consignado

Economia|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, discute os impactos do conflito no Oriente Médio sobre a economia brasileira.
  • O conservadorismo da política monetária de 2025 deixou o BC em uma posição vantajosa para analisar o momento atual.
  • O aumento nas concessões de crédito, especialmente na modalidade consignada, foi destacado como um crescimento expressivo.
  • Galípolo alerta sobre os custos altos do crédito e a importância de entender os riscos associados a ele na política monetária.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Galípolo participou do Relatório de (RPM) Política Monetária do 1º trimestre de 2026 Lula Marques/Agência Brasil - 25.11.2025

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (26) que o BC se encontra, hoje, capaz de analisar como os desenvolvimentos do conflito no Oriente Médio poderão afetar a economia brasileira, em função de certos benefícios. Essa posição decorre de o país ser exportador de petróleo e de a taxa de juros estar em desaceleração.

“O conservadorismo que o Banco Central Brasileiro adotou ao longo do ano de 2025 reservou para a gente uma posição melhor do que se não tivesse sido conservador”, disse Galípolo, que emendou que essa postura permite à autoridade monetária uma “gordura” para analisar os desdobramentos do conflito.


A declaração foi realizada durante entrevista coletiva sobre o Relatório de (RPM) Política Monetária do 1º trimestre de 2026.

“Estamos entendendo e vamos aprender mais daqui até a próxima reunião do Copom. O BC tem esse benefício de que só precisa tomar uma decisão a cada 45 dias”, disse o banqueiro central, que reforçou que haverá uma condução cautelosa da política monetária.


Galípolo ponderou que embora o Brasil seja exportador de petróleo, ainda é dependente da importação de uma série de ativos. Por isso, destacou ser importante acompanhar como esses preços irão se comportar a partir de agora.

Ele frisou ser muito importante observar os efeitos de segunda ordem do petróleo, diante de uma economia resiliente, e enfatizou ser preciso tempo para entender o comportamento dos riscos que estão no balanço.


Consignado privado

O presidente do Banco Central afirmou ainda que houve um crescimento expressivo nas concessões de crédito, a partir da nova modalidade de consignado para trabalhadores do setor privado, lançada pelo governo no ano passado. “Você vê o consignado privado crescendo com taxas bastante altas, acima de 50%, 60% quase, porque você está restringindo uma oferta que existia antes, e colocando pessoas que antes não tinham acesso a crédito”, detalhou.

Segundo ele, essas pessoas, que passaram a tomar tal crédito, têm um “score” um pouco pior, o que faz com que o custo de crédito fique mais alto.


Galípolo também comentou que, atualmente, o “arranjo” de tomada de crédito no País não é muito bom para o funcionamento da política monetária, dado que esse custo de crédito está muito alto.

“As pessoas tomam o crédito emergencial como uma renda disponível para elas. E esse é o crédito mais caro que existe, é o crédito que deveria ser utilizado só em condições emergenciais”, detalhou o presidente do BC.

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