Governo reduz de 3% para 2,5% previsão de crescimento para 2018
Ministério do Planejamento também decidiu desbloquear R$ 2 bilhões do Orçamento de 2018 que estavam presos para cumprimento da meta fiscal
Economia|Da Agência Brasil, com Reuters

O governo federal modificou a expectativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, para 2,5%, em 2018. Nos dois primeiros meses do ano, a expectativa de crescimento da economia era de 3%.
A projeção está no Relatório de Despesas e Receitas do segundo bimestre (março e abril), apresentado nesta terça-feira (22) pelo ministério do Planejamento.
Com o crescimento de 2,5% previsto, o valor do PIB nominal estimado pelo governo é R$ 6,968 trilhões.
Também houve mudanças na projeção da inflação para o ano, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo). Em relação ao primeiro bimestre, quando a inflação estimada pelo governo era de 3,64%, agora a expectativa é que os preços subam, na média, cerca de 3,11%.
A meta de inflação no final do ano é de 4,5%, com margem de tolerância entre 3% e 6%.
As projeções do governo se aproximam da estimativa do mercado financeiro, anunciada no início da semana, que também ajustou expectativas para o crescimento do PIB e variação da inflação.
R$ 2 bilhões desbloqueados
O governo também desbloqueou R$ 2 bilhões do Orçamento de 2018 diante da previsão de maior receita gerada com leilões de petróleo, no limite do teto de gastos para o ano.
Segundo o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, o bloqueio total neste ano agora é de R$ 9,115 bilhões diante de alguns riscos fiscais, como a renegociação do Simples.
"Vamos manter a prudência", afirmou Colnago durante coletiva de imprensa para comentar o relatório bimestral de receitas e despesas da pasta.
Segundo o documento, a previsão de receita com bônus de assinatura em leilões de exploração passou para R$ 18,3 bilhões em 2018, frente a R$ 3,85 bilhões projetados até então. Só com leilões de petróleo, são esperados R$ 14,4 bilhões, segundo o ministro.
O governo também retirou a previsão de receitas de R$ 12,2 bilhões com a privatização da Eletrobras neste ano. Antes esses recursos haviam sido separados em reserva de contingência.
Segundo Colnago, isso ocorreu devido à baixa chance de o processo de venda da estatal sair do papel neste ano. O projeto está no Congresso Nacional.
A meta fiscal deste ano é de déficit primário de R$ 159 bilhões para o governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência).
Diante da melhoria na arrecadação, impulsionada por receitas extraordinárias com o Refis, programa de renegociação de dívidas tributárias e ajudada também por maiores royalties de petróleo em função da valorização da commodity, o mercado prevê que o cumprimento desse alvo se dará com folga de mais de R$ 20 bilhões, segundo relatório Prisma mais recente.
















