Horário de verão começa com a intenção de economizar R$ 7 bilhões
Moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste devem adiantar o relógio em uma hora
Economia|Do R7, com Agência Brasil

Já começou a valer, desde a 0h deste domingo, o horário de verão 2015/2016 em dez Estados do País e no Distrito Federal. Com a medida, que visa a economizar R$ 7 bilhões, os moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste devem adiantar o relógio em uma hora.
O principal objetivo da medida é, segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), a redução da demanda no período de ponta, entre as 18h e as 21h. A estratégia é aproveitar a intensificação da luz natural ao longo do dia durante o verão para reduzir o gasto de energia.
De acordo com o MME (Ministério de Minas e Energia), a mudança de horário até a meia-noite do dia 21 de fevereiro de 2016 reduzirá a demanda de energia em, aproximadamente, 2.610 megawatts (MW).
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O horário diferenciado de verão tem sido adotado no País desde o fim de 1931, com apenas alguns intervalos sem aplicação. Nos últimos dez anos, a medida tem possibilitado uma redução média de 4,5% na demanda por energia no horário de pico e de 0,5% no total do SIN (Sistema Interligado Nacional). Essa economia é equivalente ao consumo mensal do Distrito Federal, que tem 2,8 milhões de habitantes.
O MME destaca ainda que, quando a demanda diminui, as empresas que operam o sistema conseguem prestar um serviço melhor ao consumidor, porque as linhas de transmissão ficam menos sobrecarregadas.
Para as hidrelétricas, a água conservada nos reservatórios pode ser importante no caso de uma estiagem futura. Para os consumidores, em geral, o combustível ou o carvão mineral que não precisou ser usado nas termelétricas evita ajustes tarifários.
Segundo o ONS, no horário de verão 2014/2015, a redução da demanda no horário de ponta foi cerca de 2.035 megawatts (MW) no subsistema Sudeste/Centro-Oeste, equivalente ao dobro do consumo de Brasília em todo o período em que esteve em vigor. No Subsistema Sul, a redução foi 645 MW, correspondendo a uma economia de 4,5%.
Os ganhos obtidos pela redução do consumo de energia global, que leva em conta todas as horas do dia, foram de cerca de 200 MW médios no Subsistema Sudeste/Centro-Oeste, o que equivale ao consumo mensal da cidade de Brasília, e 65 MW médios no Subsistema Sul, equivalente ao consumo mensal de Florianópolis.
Atualmente, o horário brasileiro de verão é regulamentado pelo Decreto 8.112, de 30 de setembro de 2013, que revisou o Decreto nº 8.556, de 8 de setembro de 2008. Ele começa sempre no terceiro domingo do mês de outubro e termina no terceiro domingo de fevereiro do ano subsequente, exceto quando coincide com o Carnaval, caso em que é postergado para o domingo seguinte.















