Hostel da Vila Madalena fecha até 250 diárias a mais durante a Copa
Proprietária chegou a cobrar preços similares ao do Réveillon de Copacabana
Economia|Do R7

Apesar da eliminação do Brasil na semifinal da Copa Mundo, os proprietários de hostels (albergues) da Vila Madalena não têm motivos para reclamar. Os ambientes fizeram sucesso e atraíram turistas de todo o mundo, que vieram aproveitar o torneio sem desembolsar muita grana com a hospedagem.
Para Marina Moretti, proprietária do Ô de Casa, hostel com 40 vagas por noite, avalia que durante o período da Copa foram vendidas aproximadamente 900 diárias, o que correspondeu a 78% das ocupações totais do local, número que bateu em 250 hospedagens a quantidade de clientes recebidos no mesmo período de 2013.
A média de preços para se hospedar no hostel variou entre R$ 80 e R$ 350. Apesar disso, Marina revela que, em dias específicos, a tarifa cobrada atingiu valores similares ao de outros grandes eventos do País.
— Nos dias de jogo, a gente trabalhou com uma tabela de preços bem parecida com a do Réveillon de Copacabana e do Carnaval da Bahia.
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Segundo Alessandra Bossi, sócia do Hostel Brasil Boutuque, local inaugurado em setembro do ano passado já pensando no Mundial, o ambiente recebeu viajantes dos quatro cantos do mundo, sendo a maioria deles jovens com idade entre 25 e 35 anos.
— [Ao todo], recebemos 90% de estrangeiros de todas as nacionalidades que você possa imaginar (...) Passou muita gente por aqui, principalmente europeus. Da América do Sul, o que mais predominou foram os argentinos, chilenos e colombianos.
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Já Talita Ferrari, recepcionista do Alice, avalia que apesar da grande circulação de pessoas pelo local durante o torneiro, era esperado um volume maior de turista, principalmente nos dias em que as partidas eram realizadas fora da capital.
— Em dias de jogos em São Paulo estávamos 100% lotados, mas nos outros tivemos uma média de ocupação por volta de 60%.
O bairro
A região da Vila Madalena foi, sem dúvidas, o principal ponto de encontro paulista para festejar as vitórias e afogar as mágoas da durante a Copa. De acordo com Alessandra Bossi, a multidão que invadiu região chegou a causar um espanto inicial nos turistas, mas no final a maioria dos que saia à noite para a balada nem procurava por outros lugares.
— Eles não acreditavam no que estavam vendo e perguntavam: o Carnaval é assim? Isso é o Carnaval?
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Mariana Moretti, por sua vez, avalia que a badalação fez com que o bairro virasse um ponto turístico para os visitantes que vieram inicialmente em busca somente do torneio.
— No início, tanto a gente não esperava quantos eles também não. Os turistas saiam questionando sobre o que estava acontecendo, mas depois eles já vinham aqui para isso e acho que funcionou bem e supriu as expectativas que eles tinham.















