Ibovespa cai forte e zera ganhos no ano, com aversão ao risco global
O principal índice da bolsa brasileira caiu 1,79%, a 103.250,02 pontos, a terceira queda seguida, com volume de R$ 29,3 bilhões
Economia|Do R7

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, caiu nesta segunda-feira (9) e passou a acumular leve queda em 2022, zerando ganhos deste ano, diante de temores globais com a política monetária nos Estados Unidos e com a desaceleração econômica na China, que derrubou os preços de commodities.
Vale e Petrobras conduziram o recuo do índice, em meio a desempenho do minério de ferro e do petróleo, respectivamente. Itaú Unibanco também teve forte influência na baixa após resultado trimestral. Entre as principais altas ficaram BTG Pactual e Sabesp, depois da divulgação de balanços do primeiro trimestre.
O Ibovespa caiu 1,79%, a 103.250,02 pontos, a terceira queda seguida. O volume financeiro da sessão foi de R$ 29,3 bilhões.
O índice não fechava acumulando queda no ano desde 11 de janeiro, quando chegou a registrar ganhos de até 16% frente ao final de 2021.
"A principal influência ainda é a dinâmica de juros nos EUA", disse Felipe Vella, analista de renda variável da Ativa, em referência à perspectiva de aperto monetário mais agressivo pelo banco central norte-americano.
Ele, diz, entretanto, que como parte relevante do Ibovespa é composto por empresas de commodities, a queda nos preços de matérias-prima na sessão também teve forte impacto.
Dados fracos da balança comercial chinesa, com o menor crescimento de exportações em quase dois anos e novas restrições contra Covid-19 nas cidades em Xangai e Pequim elevaram as preocupações dos investidores com a performance da economia do país asiático e pesaram sobre preços de commodities nesta segunda-feira.
Na guerra na Ucrânia, o aguardado discurso do presidente russo, Vladimir Putin, no aniversário da vitória russa sobre o nazismo, não trouxe pistas sobre potencial escalada no conflito em andamento.













