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Ibovespa fecha em queda com baixa da Petrobras

De acordo com dados preliminares, o Ibovespa caiu 0,45%, aos 54.673 pontos

Economia|Do R7

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As preferenciais da Petrobras recuaram 3% e as ordinárias caíram 1,9%, quebrando a sequência de cinco sessões de ganhos
As preferenciais da Petrobras recuaram 3% e as ordinárias caíram 1,9%, quebrando a sequência de cinco sessões de ganhos

O principal índice da bolsa paulista fechou em queda nesta quinta-feira (16), afetado principalmente pelo declínio das ações da Petrobras, que romperam uma sequência de cinco dias de alta, com expectativas em relação à divulgação do resultado auditado e vendas de ativos da estatal.

O setor siderúrgico foi destaque no noticiário, particularmente CSN, que chegou a disparar mais de 9% durante o pregão com a notícia sobre estudos para se desfazer de participação na rival Usiminas.


O Ibovespa fechou em queda de 0,45%, a 54.674 pontos. O volume financeiro da sessão somou R$ 7,16 bilhões.

Depois de acumularem alta superior a 25% em cinco sessões, as ações preferenciais da Petrobras fecharam em queda de 3% e as ordinárias com recuo de 1,86%, enquanto crescem as expectativas com o balanço de 2014 que será avaliado pelo Conselho de Administração no dia 22 de abril e que trará baixas contábeis relativas ao escândalo de corrupção.


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Durante o pregão, o papel preferencial da estatal chegou a recuar 5% após a divulgação de notícia da Agência Estado de que a petroleira não deve pagar dividendos do resultado de 2014.

O analista Auro Rozenbaum, do Bradesco BBI, disse que já discutiu o assunto com a Petrobras e que a sua conclusão é que o dividendo para as preferenciais é obrigatório. "Pode ser adiado por até dois anos, mas deve ser pago no terceiro ano, caso contrário, o acionista ganharia direito de voto", disse, em nota a clientes.


Uma fonte com conhecimento do plano de negócios da Petrobras disse à Reuters que o escândalo de corrupção que envolve a companhia e importantes fornecedores levará a um corte de cerca de 20% nos investimentos nos próximos cinco anos, o que deve ser anunciado em maio.

A queda das ações da mineradora Vale, em meio à manutenção das perspectivas negativas para o minério de ferro, também pesou no Ibovespa, assim como o declínio de 4,18% da Gerdau, que foi rebaixada para "neutra" pelo Bank of America Merrill Lynch.

Em relatório sobre o setor siderúrgico, o BofA ML disse manter a visão cautelosa, citando demanda doméstica ainda débil, fraco poder de precificação, pressão de preços internacionais e custos altos de inflação, enquanto reiterou recomendação "underperform" para Usiminas e CSN e cortou os preços-alvos das três companhias.

CSN resistiu ao relatório e fechou em alta de 3,63% após o jornal o Estado de S.Paulo noticiar que a siderúrgica pretende vender sua fatia na Usiminas a um dos controladores pedindo um prêmio em relação ao valor negociado em bolsa. A CSN não comentou o assunto.

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A informação pesou nas ações ordinárias da Usiminas , que não estão no índice e caíram 8,93%, também reagindo à liminar suspendendo a eleição do empresário Lírio Parisotto para vaga no Conselho de Administração. Mas as preferenciais da Usiminas subiram 3,98%.

Embraer caiu 2,95%, após informar que entregou 20 jatos comerciais e 12 executivos no primeiro trimestre, com sua carteira firme de pedidos terminando março com recuo de US$ 500 milhões ante dezembro. A queda do dólar ante o real referendou a baixa.

A bolsa também divulgou nesta quinta-feira a segunda prévia do Ibovespa que irá valer a partir de maio, excluindo Even, enquanto manteve a inclusão de Smiles e as saídas de PDG Realty e Light, anunciadas na primeira prévia.

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